Água mais cara e caos do saneamento no RJ mostram o real projeto com a privatização

Água mais cara e caos do saneamento no RJ mostram o real projeto com a privatização

A conta da água vai subir — e quem paga é o povo. A partir de 1º de dezembro, 27 cidades fluminenses terão reajustes de até 15,89% nas tarifas da concessionária Águas do Rio, que atende cerca de 10 milhões de pessoas.

Mais uma vez, o discurso da “eficiência privada” cai por terra. O que se vê é tarifa abusiva, serviço precário e violações constantes ao direito ao saneamento básico. Desde a privatização da  CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) – em abril 2021 -, as promessas de investimentos e universalização ficaram no papel, enquanto o lucro das empresas cresce à custa das famílias trabalhadoras — especialmente das mais pobres.

As justificativas técnicas escondem um modelo que transferiu ao povo o custo de um sistema mal planejado e orientado pelo lucro, não pelo direito humano à água. A privatização, vendida como solução, gerou desigualdade, aumento de tarifas e falta de transparência.

É dever do Estado garantir um serviço público de qualidade, com tarifas justas e gestão voltada para o interesse coletivo — e não para o balanço das concessionárias.

Privatização | População do RJ chega a pagar contas de água de mais de R$ 8 mil

Desde a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) , em 2021, a população do Rio de Janeiro sofre com o aumento abusivo das tarifas de água, as contas chegam a ultrapassar os R$ 8 mil reais por mês.

“É esse modelo de tarifa absurda que Tarcísio quer aplicar em São Paulo. Do ano passado para cá as contas de água no Rio de Janeiro aumentaram mais de 300%”, denuncia a direção do Sintaema.

Para se ter uma ideia, a tarifa social (destinada para as pessoas em vulnerabilidade social) para cariocas supera a de São Paulo em mais que o dobro e a tarifa residencial no Rio (a chamada tarifa normal) supera a de São Paulo em 71%. 

“Os relatos que chegam a nós são aterrorizantes, contas de água de uma residência da periferia de mais de R$ 8 mil e condomínios de bairros como a Barra da Tijuca, na capital carioca, chegam a somar contas mensais de mais de 75 mil por mês, sem falar na explosão do número de reclamações sobre o péssimo serviço (veja os relatos da população no vídeo abaixo). Esse é o resultado da privatização que o governador Tarcísio de Freitas quer aplicar aqui em São Paulo”, alerta a direção do Sintaema.

Por Jornal da República em 22/08/2026
Aguarde..