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(Folhapress) – Duas amigas se tornaram alvos de uma investigação por suspeita de homicídio culposo -quando não há intenção de matar- após terem parado em uma ciclovia para tirar fotos e, supostamente, contribuído para um acidente que resultou na morte de um ciclista, na quinta-feira (4), em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul.
Acidente resultou na morte do ciclista Cleocir Jorge dos Santos, 54. Na ocasião, o homem trafegava pela faixa destinada ao uso exclusivo de bicicletas, quando teria colido com as duas amigas que estavam paradas na via para tirar fotos.
Câmeras de segurança registraram o acidente. As imagens mostram o momento em que as mulheres, de 27 e 30 anos, estão em pé na faixa para ciclistas e se revezam para tirar fotos e fazer vídeos uma da outra.
Cleocir aparece na sequência pedalando pela ciclofaixa, mas colide contra as amigas e cai em direção à pista, conforme a polícia. O momento exato da colisão não aparece nas imagens do monitoramento da via, mas de acordo com a delegada Daniela Mineto, o ciclista perdeu o equilíbrio por causa das duas mulheres e, em decorrência disso, invadiu a pista para carros e foi atropelado. Ele morreu no local.
Inicialmente, as amigas alegaram que teriam apenas passado pela ciclofaixa para atravessar a rua. Porém, as imagens do circuito de segurança da via mostraram o contrário, afirmou a delegada.
“As duas mulheres se postam na ciclovia para fazer registros de imagens com telefone celular, simulando caminhadas e corridas e, por várias vezes, ficam paradas em cima da ciclovia revisando os registros”, disse Daniela Mineto, delegada da PCRS.
Amigas foram imprudentes, afirmou Mineto. “Dessa forma, a autoridade policial entendeu que o acidente se deu por imprudência das referidas mulheres e não do motorista do veículo [que atropelou Cleocir após ele invadir a faixa de carros]. Assim, elas passaram da condição de testemunhas para investigadas como autoras do crime de homicídio culposo.
Mulheres, que são naturais de Carazinho, cidade vizinha a Passo Fundo, foram identificadas e intimadas na investigação. Elas já prestaram depoimento, mas deverão ser ouvidas pela polícia novamente ainda nesta semana. Outras testemunhas também foram inquiridas e deverão ser ouvidas.
Como os nomes delas não foram divulgados, não foi possível localizar a defesa para posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Motorista que atropelou ciclista não teve culpa, segundo a polícia. O condutor prestou assistência após o atropelamento e, portanto, não deverá ser responsabilizado criminalmente.
Cleocir era serralheiro e também trabalhava como motorista por aplicativo. O corpo dele já foi sepultado.
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