As 7 melhores praias do Brasil eleitas por National Geographic

 As 7 melhores praias do Brasil eleitas por National Geographic

Por Daniel Stables

Publicado 13 de jan. de 2026, 16:07 BRTAtualizado 15 de jan. de 2026, 16:07 BRT

A Praia de Copacabana, no bairro nobre de mesmo nome, no Rio de Janeiro, é talvez ...

A Praia de Copacabana, no bairro nobre de mesmo nome, no Rio de Janeiro, é talvez a praia mais emblemática do Brasil — e por um bom motivo.

Foto de majaiva, Getty Images

Quando os brasileiros têm confiança de que um empreendimento será bem-sucedido, eles dizem “vai dar praia”. Poucos países têm uma cultura tão intimamente ligada ao Sol, ao mar e à areia. Existem milhares de quilômetros de costa paradisíaca ao longo do país, desde pontos urbanos badalados para  jogar uma boa partida de vôlei de praia até baías e enseadas isoladas escondidas em florestas costeiras. 

Aqui estão algumas das melhores praias do Brasil de acordo com uma seleção da National Geographic.

(Você pode se interessar por: Ir à praia faz bem ao cérebro, segundo a ciência. Há vários benefícios de momentos junto ao mar)

1. Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

A rainha das praias brasileiras é Copacabana, um arco perfeito de areia na Zona Sul do Rio de Janeiro, com arranha-céus, restaurantes e hotéis de luxo do sofisticado bairro de Copacabana ao fundo. 

Este é um lugar que reforça os estereótipos em vez de subvertê-los: espere encontrar milhares de corpos dourados tomando Sol ou jogando vôlei; quiosques vendendo caipirinhas geladas; o som do samba; e, presidindo tudo isso na extremidade leste da praia, o Pão de Açúcar, com turistas subindo de teleférico até seu pico irregular.

2. Praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande

Na Ilha Grande, um paraíso insular ao largo da costa da Costa Verde, não faltam praias belíssimas, mas tanto os moradores locais quanto os visitantes concordam que Lopes Mendes é a melhor.

Acessível apenas por barco ou a pé, esta faixa de areia com 2,4 km está – felizmente – livre do desenvolvimento humano, com os únicos sinais de civilização sendo uma igreja em ruínas escondida entre amendoeiras e um único bar de praia, onde o visitante ficará grato por poder desfrutar de uma cerveja gelada com os pés na areia.

(Conteúdo relacionado: Confira 4 praias pouco conhecidas do Brasil que são perfeitas para relaxar)

3. Praia de Ipanema, Rio de Janeiro

A apenas meia hora a pé de Copacabana, Ipanema merece ser incluída nesta lista por mérito próprio como uma das praias mais famosas do mundo. 

Esta área foi o berço da bossa nova, o subgênero descontraído do samba, e a clássica canção de Astrud Gilberto de 1964, “Garota de Ipanema”, continua sendo uma presença constante no repertório dos cantores e guitarristas que se apresentam no calçadão da praia. 

Embora seja uma área turística e sofisticada, a Praia de Ipanema pode fazer o turista se sentir mais como um “local” do que Copacabana, e seu cenário natural é ainda mais deslumbrante, com sua crista de areia perfeitamente emoldurada pelo Morro Dois Irmãos.

4. Praia do Sancho, em Fernando de Noronha

Tendo liderado inúmeras listas das melhores praias do mundo, é seguro dizer que a Praia do Sancho, no arquipélago de Fernando de Noronha, é uma das melhores praias do Brasil. 

Um planalto coberto por uma densa floresta termina abruptamente em penhascos íngremes que mergulham em uma pequena baía, cercada por areia dourada e banhada por ondas tranquilas de águas azuis brilhantes, pelas quais o arquipélago é famoso. 

O acesso à praia é feito por escadas que passam por buracos nos penhascos, o que adiciona um toque de aventura ao passeio.

A Praia do Sancho impressiona por sua beleza remota e acesso aventureiro por meio de escadas ...

A Praia do Sancho impressiona por sua beleza remota e acesso aventureiro por meio de escadas na beira do penhasco.

Foto de Leandro Rezende, Getty Images

5. Praia da Fazenda, na Costa Verde

Entre as cidades de Paraty e Ubatuba, na Costa Verde, fica a Praia da Fazenda, uma baía paradisíaca onde montanhas densamente arborizadas encontram a margem sinuosa do Rio Picinguaba, que é raso o suficiente para atravessar a pé até uma faixa de areia cinza-esbranquiçada. 

Por estar a vários quilômetros da cidade mais próxima, este é um lugar tranquilo, e muitas vezes o visitante terá a praia inteira só para si. Sua localização em uma baía protegida torna as águas calmas e perfeitas para nadar. 

No entanto, certifique-se de levar suprimentos, pois as instalações nas proximidades são muito limitadas.

(Conteúdo relacionado: Aproveite o sol em 20 das mais divertidas praias do mundo)

6. Praia do Campeche, em Florianópolis

A animada cidade de Florianópolis, na costa sul do Brasil, abriga dezenas de praias, muitas das quais, castigadas por ventos constantes, estão entre as melhores para a prática de esportes aquáticos no país. 

A principal delas é a Praia do Campeche, celebrada como uma das mecas do kitesurf brasileiro. Embora praticantes experientes viagem em massa ao local, as condições também são favoráveis para iniciantes, e há várias escolas de kitesurf ao longo da praia. 

Mas este não é um destino só para esportistas: com suas dunas de areia inclinadas, cenário florestal e vista para as ilhas ao largo da costa, é o lugar perfeito para simplesmente sentar e não fazer nada.

7. Praia do Porto da Barra, em Salvador

A vibrante cidade de Salvador, ao norte, já foi capital do Brasil, escolhida para esse fim pelos portugueses em parte devido à sua localização na Baía de Todos os Santos, um dos maiores portos naturais do mundo. 

Entre as muitas praias deslumbrantes da região está a Praia do Porto da Barra, dominada pelo Farol da Barra, com suas listras coloridas, e pelo imponente Forte de Santo Antônio — uma lembrança do poder do Império Português. 

Local preferido de músicos da Tropicália como Gilberto Gil, a maior atração da Praia do Porto da Barra é que, por ser uma das poucas praias voltadas para o oeste no Brasil, o pôr do sol aqui é sublime.

 

Este artigo foi produzido pela National Geographic Traveller (Reino Unido) em sua edição de outubro de 2025.

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Do lixo às mortes: a crise que forçou o Nepal a criar regras duras para salvar o Everest

Uma recente regulamentação feita pelo Nepal – um dos países onde fica o Everest – quer tornar mais rigorosa a liberação de escaladores na montanha mais alta do mundo. O Everest vem se tornando um lugar mortal para aventureiros pouco preparados.

Por Anna Callaghan

Publicado 10 de dez. de 2025, 07:08 BRT

Uma equipe de expedição em alta altitude atravessa uma fenda no Monte Everest.

Uma equipe de expedição em alta altitude atravessa uma fenda no Monte Everest.

Foto de Mark FisherNat Geo Image Collection

A temporada de escaladas ao Monte Everest de 2025 começou com uma novidade: enquanto alpinistas e aventureiros sonhavam em conquistar o pico mais alto do planeta, a Câmara Alta do Parlamento do Nepal apresentava um novo projeto de lei sobre o turismo na montanha. A proposta incluía um conjunto de novas regras para dificultar significativamente os requisitos para quem pode tentar escalar o Everest e trabalhar como guia – além de alterar o quanto isso custaria aos interessados.  

A proposta de 2025 inclui a exigência de que os aspirantes ao Everest devem primeiro escalar um pico de 7 mil metros localizado no Nepal – o Monte Everest tem 8.848 metros de altura acima do nível do mar. Já quanto aos guias, a proposta pede que todos eles sejam cidadãos nepaleses e que tenham atestados médicos confirmando sua boa saúde obtidos em instalações aprovadas no próprio país.

Novas taxas de lixo e um seguro para cobrir a remoção cara de cadáveres da montanha, em caso de morte durante a escalada, também estão previstos no projeto. Segundo o jornal estadunidense “The Washington Post”, o custo da remoção de um cadáver do Monte Everest varia entre 30 mil e 70 mil dólares (o equivalente a cerca de R$165 mil a R$385 mil, na cotação de hoje). 

Mas anúncios como este ocorrem quase todos os anos no Nepal. O governo propõe novas regras destinadas a melhorar a segurança e a responsabilidade no pico, como a proibição de alpinistas solo e helicópteros, ou a exigência de chips de rastreamento e remoção de fezes, mas elas raramente são implementadas. 

Isso se deve à resistência das empresas de guias e à incapacidade de aprovar a legislação proposta. Muitas regras já foram propostas anteriormente, mas nunca foram aprovadas como lei. Aproveite a chegada do Dia Internacional das Montanhas, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado anualmente em 11 de dezembro, para saber mais sobre esta situação. 

(Você pode se interessar por: Deserto de tubarões – o que torna alguns santuários marinhos uma ameaça para os grandes predadores?)

Dois alpinistas participam de uma caminhada matinal na cascata de gelo Khumbu, com o pico Pumori ...

Dois alpinistas participam de uma caminhada matinal na cascata de gelo Khumbu, com o pico Pumori iluminado ao fundo.

Foto de Eric Daft, Nat Geo Image Collection

As novas regras para escalar o Everest – e evitar uma avalanche de mortos

De acordo com dados da CNN norte-americana, no entanto, este mais recente projeto acabou passando no parlamento nepalês. E já a partir deste ano o preço da licença para subir o Everest aumentou 36%, saltando de 11 mil dólares para 15 mil (ou cerca de R$80 mil). Os aspirantes a subir o Everest também vão precisar mesmo mostrar uma comprovação de já ter escalado ao menos uma montanha de mais de sete mil metros de altura, pois esta regra também já está valendo.

De acordo com Lakpa Rita Sherpa, que foi guia no Monte Everest por duas décadas e escalou o pico 17 vezes, algumas dessas novas ideias são geralmente boas — como garantir que os alpinistas tenham alguma experiência em altitude —, mas outras semelhantes já foram propostas no passado e “nunca foram aprovadas ou aplicadas”. 

Ele citou a dificuldade de implementar essas regras, que exigiriam que o governo acompanhasse o cumprimento por centenas de empresas e alpinistas, em meio à alta rotatividade no Ministério do Turismo e à prevalência de suborno no país. (O Ministério não respondeu a um pedido de comentário sobre o suposto suborno no Nepal).  

(Conteúdo relacionado: De fungos a borboletas, o Monte Everest está repleto de vida)

“A razão pela qual eles fazem isso é para promover os negócios e dar a impressão de que estão tentando tornar o alpinismo no Nepal mais seguro, a fim de atrair mais pessoas”, disse Alan Arnette, que escalou o Everest em 2011, é um blogueiro de longa data sobre o Everest. Ele acompanha as alterações em propostas e regras há mais de uma década. “A razão pela qual isso não é implementado é porque as operadoras não seguem as regras e, então, o governo não as aplica — porque todos sabem que, se aplicarem algumas dessas regras, isso causaria uma queda nos negócios.”

O Ministério da Cultura, Turismo e Aviação Civil e o Conselho de Turismo do Nepal não responderam aos pedidos de comentários.

Por outro lado, o turismo é uma das maiores indústrias do Nepal, e o Monte Everest — o pico mais alto do mundo — é sua joia da coroa. De acordo com os dados turísticos mais recentes, até maio de 2025 cerca de 374 alpinistas, de 49 países diferentes, estiveram no Monte Everest. Isso gerou 4 milhões de dólares em royalties apenas com as taxas de permissão (ou cerca de R$22 milhões). Em comparação com os 2,48 milhões de dólares (ou R$13 milhões e 640 mil) captados em 2015, com o acesso de 359 pessoas, a diferença é bastante considerável.

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Foto de MAX LOWE, Nat Geo Image Collecion

O número de mortes no Monte Everest

À medida que um grande número de alpinistas continua a migrar para o Monte Everest a cada ano, o país colhe benefícios econômicos, mas também precisa lidar com os problemas que isso traz — como engarrafamentos na montanha, questões relacionadas ao gerenciamento de lixo e resíduos e aumento do número de mortes. Em 2023, 18 alpinistas morreram no Everest e, em 2024, oito alpinistas perderam a vida. Em 2025, o número confirmado foi de 5 mortos.

Algumas das causas mais comuns de morte no Everest são mal-estar agudo da montanha (AMS), quedas, doenças/exaustão, desaparecimentos e avalanches. Com o aumento do número de pessoas rumo ao pico, a equipe de apoio precisa transportar um volume maior de equipamentos pela perigosa cascata de gelo Khumbu — local onde ocorreu uma avalanche que matou 16 sherpas (etnia do povo do Himalaia conhecida por por sua habilidade de escalar montanhas) em 2015 enquanto eles faziam exatamente isso. 

Naquele mesmo ano, alegando razões de segurança, a Alpenglow Expeditions (uma empresa dos Estados Unidos que oferece serviços de montanhismo, e escalada com sede na Califórnia) transferiu suas viagens ao Everest do lado sul do pico, no Nepal, para o lado norte, no Tibete.

A empresa afirmou que o lado nepalês “ficou superlotado com membros de equipes inexperientes e guias não qualificados”. O lado norte é muito menos lotado e muito mais rígido quando se trata de regras, disse Lakpa Rita. “Na China, você tem que seguir as regras, não importa o que aconteça”, disse ele. “Se você não fizer isso, não receberá permissão para escalar.”

ExplorersWeb (um site de notícias especializado em montanhismo e aventuras em ambientes extremos) informou, em setembro de 2024, que as regras estabelecidas pela Associação de Montanhismo China-Tibete (CTMA) estipulam que os alpinistas devem apresentar um currículo de escalada e um atestado médico. 

Além disso, precisam já ter escalado um pico de 7 mil metros, estar acompanhados por um guia de montanha profissional e usar oxigênio acima dos 7 mil metros. (Em 2016, Melissa Arnot Reid se tornou a primeira mulher estadunidense a chegar ao cume do Everest sem oxigênio suplementar. Ela escalou pelo lado do Tibete.)

(Leia também: Lotação é apenas um dos problemas responsáveis pelas mortes no Everest)

Um membro da expedição atravessa uma ponte de escadas de alumínio amarradas acima de uma fenda ...

Um membro da expedição atravessa uma ponte de escadas de alumínio amarradas acima de uma fenda na cascata de gelo Khumbu.

Foto de Andy Bardon, Nat Geo Image Collection

Para escalar o Everest: por que é recomendado ter experiência em montanhas de 7 mil metros?

Uma das propostas que foi considerada controversa no Nepal, mas está em vigência em outros lugares é a de que os alpinistas precisam já haver escalado – com sucesso – algum dos picos de 7 mil metros no Nepal antes de tentar o Everest. 

A proposição que virou lei não leva em conta os picos da mesma altura em outros países, como o Denali (no Alasca, Estados Unidos), ou o Aconcágua (dentro da Cordilheira dos Andes, na Argentina). 

Embora o objetivo seja garantir que apenas aqueles com experiência comprovada em alta altitude sejam autorizados a subir a montanha, após várias temporadas mortais marcadas por superlotação e clientes mal preparados, Arnette disse que muitos dos picos de 7 mil metros aceitos são “remotos e perigosos”. Na lista estão picos como o Annapurna IV, o Api Himal (no extremo oeste do país), o Tilicho Peak e o Baruntse – todos em território nepalês. Deve haver margem para que picos populares, como Denali e Aconcágua, sejam considerados para esse requisito, dizem os especialistas. 

Esse tipo de pré-requisito para escalada foi proposto algumas vezes nos últimos 30 anos, com o governo sugerindo que os alpinistas escalassem um pico de 6 mil metros antes do Everest. A regra foi descartada após resistência de empresas de expedição e alpinistas. “A razão pela qual as pessoas não querem reduzir o número de escaladores no Everest é porque temem perder trabalho”, disse Lakpa Rita, que já conversou com autoridades no passado para encontrar maneiras de resolver o problema da superlotação. “É tudo uma questão de dinheiro.”

(Conteúdo relacionado: Como medir a altura do Everest? É uma tarefa complexa)

Lâmpadas de cabeça iluminam o caminho que os alpinistas percorrem ao subir a cascata de gelo ...

Lâmpadas de cabeça iluminam o caminho que os alpinistas percorrem ao subir a cascata de gelo Khumbu, acima do acampamento base do Everest, nas primeiras horas da manhã.

Foto de Brittany Mumma, Nat Geo Image Collection

Exigências médicas para escalar o pico mais alto do mundo

Na nova regra, todos os alpinistas precisam apresentar um atestado médico emitido no último mês por uma instituição médica aprovada pelo governo do Nepal para confirmar que estão em boas condições de saúde. Isso exigiria que a pessoa pagasse pela expedição, viajasse ao Nepal e talvez fosse informada de que não está em boas condições de saúde para escalar.

Arnette acredita que, independentemente da lei, é uma boa ideia fazer um exame médico rigoroso antes da escalada, como um teste de esforço cardíaco para alpinistas com mais de 50 anos e uma verificação dos níveis de ferro para alpinistas do sexo feminino.

Guias nepaleses para chegar ao topo da montanha

A regra de que os sirdars (chefes da etnia sherpa), guias de alta altitude e ajudantes em expedições devem ser cidadãos nepaleses já havia sido proposta anteriormente. 

Políticas semelhantes existem em outros países com turismo de alta altitude. O Equador, por exemplo, tem uma exigência semelhante que obriga o uso de guias locais em certos picos. No Monte Rainier, em Washington, Estados Unidos, existem apenas três serviços de guias norte-americanos autorizados a operar na montanha e 15 serviços de guias que podem se inscrever para viagens únicas na montanha.

Lakpa Rita reconhece que propostas como essa dão aos guias ou funcionários nepaleses melhores oportunidades e a possibilidade de ganhar mais dinheiro, ainda que seja difícil monitorar e fazer cumprir a lei. 

(Exclusivo: Os restos mortais do alpinista Andrew 'Sandy' Irvine são encontrados no Everest)

O Monte Everest e o Lhotse são vistos através de bandeiras de oração budistas no Nepal.

O Monte Everest e o Lhotse são vistos através de bandeiras de oração budistas no Nepal.

Foto de Edson VandeiraNat Geo Image Collection

Novas rotas e recordes para o Everest

Além de todos os novos pontos aprovados do lado do Nepal, é preciso saber ainda que, ao tentar uma nova rota no Monte Everest, os alpinistas devem obter permissão do Ministério do Turismo. 

A regra diz que os alpinistas devem seguir essa rota e só podem mudar em caso de emergência – e com a aprovação de um oficial de ligação do governo. Já os alpinistas que estiverem tentando qualquer tipo de recorde devem declarar isso com antecedência.

Outra nova exigência de seguro  deve cobrir a remoção cara e muitas vezes perigosa de cadáveres da montanha. E para lidar melhor com o problema do lixo no Everest, o depósito reembolsável de 4 mil dólares será substituído por uma taxa de lixo não reembolsável para que o Ministério do Turismo gerencie e remova o lixo do pico. 

De acordo com Lakpa Rita, regras como essa, que se concentram na conformidade das empresas de expedição em vez de rastrear certificados médicos e de escalada para cada alpinista individualmente, têm mais chances de sucesso. 

Uma regra que o escalador contou já estar sendo aplicada é a recente exigência de retirar as fezes da montanha usando sacos para dejetos humanos. Ele disse que fez videochamadas com autoridades locais para lhes explicar como executar isso. 

Quando era sirdar da Alpine Ascents International (outra empresa americana de guias de montanha) com sede em Seattle, ele exigia que seus sherpas usassem esses sacos na montanha, mesmo antes de qualquer regra ser estabelecida. “Para que coisas como essa funcionem”, disse ele, “as empresas de expedição precisam ser muito honestas”. 

Já em 2015, o “The Washington Post” tinha relatado que os alpinistas estavam deixando mais de 12kg de fezes cada um a cada temporada – o que deu ao Everest o péssimo apelido de pico de “bomba-relógio fecal”.

Para quem ainda tem em mente conquistar a maior montanha do planeta, Arnette incentiva os alpinistas a dar uma olhada nas regras aprovadas antes de viajar. Com o final da temporada 2025 de montanhismo no Everest, Arnette escreveu em seu blog sobre a confirmação de cinco mortes. 

Já o site “Amazing Nepal”, que está registrado como fonte oficial pelo governo do Nepal, contabilizou quase 850 escaladas bem-sucedidas registradas de aventureiros em 2025 vindos de ambos os lados do pico, ou seja, do Nepal e do Tibete, sendo 722 delas originadas do lado nepalês.   

 

Sonal Schneider contribuiu com pesquisas adicionais. O texto também foi atualizado pela redação de National Geographic Brasil com novas informações a respeito das regras aprovadas para se escalar o Everest.

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Foto de Rafaelbyphoto CC BY 4.0

Por Redação National Geographic Brasil

Publicado 5 de nov. de 2025, 17:01 BRT

“Eu vou tomar um tacacá…” não é apenas um trecho de uma das músicas mais famosas sobre o Pará (cantada por Joelma), mas fala também de uma das várias tradições enraizadas deste estado do Brasil que está sob os holofotes mundiais ao sediar a COP 30, a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a partir de 10 de novembro de 2025.

O Pará tem suas próprias cores, sabores, estilos, crenças, tradições e belezas naturais que fazem desse lugar na região norte brasileira tão único. A capital, Belém, será a sede oficial da COP30, que reunirá representantes de diversos países para debater os rumos ambientais do mundo e as medidas (urgentes) que devem ser tomadas para combater as mudanças climáticas e seus efeitos. 

National Geographic Brasil traz um panorama das belezas, comidas e tradições do Pará e de sua capital, Belém. Para mostrar um pouco desse estado de mais de 8,6 milhões de pessoas, localizado em plena Amazônia, e banhado por cursos de água vastos e importantes da região, como o rio Amazonas, o rio Pará, o Tapajós, o Guamá e o Maguari (os dois últimos cortam a cidade de Belém e deságuam na Baía do Guajará).

(Leia também: Tamara Klink entra para a história ao se tornar a 1ª latino-americana a cruzar a sozinha a Passagem Noroeste no Ártico)

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O Theatro da Paz, inaugurado na época de expansão e desenvolvimento de Belém, em 1878, é um belo representante da arquitetura art nouveu que marcou o final do século 19 e início do 20 e, até hoje é considerado o maior teatro da região Norte do Brasil.

Foto de Celso Roberto de Abreu Silva CC BY 2.0

1. O Pará tem uma história marcada pela exuberância da Amazônia


De acordo com o site oficial do governo estadual do Pará, a região do vale amazônico foi de posse da Coroa espanhola na divisão que Espanha e Portugal fizeram das Américas no pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Por conta disso, a foz do rio Amazonas foi descoberta pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón no ano de 1500. 

Só que os portugueses, com a finalidade de consolidar-se na região, fundaram o Forte do Presépio em 1616, na então chamada Santa Maria de Belém do Grão-Pará, onde hoje é a capital Belém. 

Este foi o primeiro forte da Amazônia e o mais significativo da região até 1660. Apesar de sua existência, a ocupação do território amazônico foi, desde cedo, marcada por incursões de holandeses e ingleses. Os espanhóis tentaram se fixar na região com expedições saídas de Equador e Peru, mas enfrentaram diversas dificuldades ao atravessar a floresta amazônica pelos rios, sofrendo com mortes e diversos problemas que os fizeram desistir da ocupação – neste momento já dominada pelos portugueses, conta o site do governo local.

No século 17, a região pertencia à capitania do Maranhão e, em 1616, foi criada a Capitania do Grão-Pará, que integrava o então Estado Colonial Português do Maranhão. Só em 1751, com a expansão portuguesa para o oeste, foi criado o Estado Colonial Português do Grão-Pará, o qual também abrigava a Capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).

Apesar da Independência do Brasil ter ocorrido em 1822, somente em 1823 os governantes do Grão-Pará resolveram unir o estado do Grão-Pará ao Brasil independente, já que o Pará reportava diretamente à Lisboa, em Portugal, explica a fonte oficial estadual.

Essa decisão trouxe crescimento econômico, especialmente para Belém, no final do século 19 e início do século 20 por conta da exploração da borracha para extração do látex. Este período histórico ficou conhecido como Belle Époque e foi marcado pela arquitetura art nouveau erguida na cidade, sendo inaugurado, justamente nesse período o Theatro da Paz (em 1878), um dos símbolos e pontos turísticos da capital, como informa o site do próprio teatro.

(Você pode se interessar também: Nas reentrâncias amazônicas, comunidades equilibram conservação e extrativismo)

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A Estação das Docas é um grande complexo gastronômico e cultural em frente à Baía do Guajará, uma boa opção para os visitantes de Belém para conhecer melhor a cultura e os sabores da região em seus vários restaurantes.

Foto de Cayambe CC BY-SA 3.0Acima:

A Estação das Docas ocupa um espaço que já foi o antigo porto de Belém (inaugurado em 1909) e que foi totalmente revitalizado nos anos 2000 para se transformar o local em um ambiente que promove o turismo, a cultura e a gastronomia local.

Foto de Agência Pará

2. A cultura e as belezas de Belém para se conhecer


Apesar de ser um centro urbano com uma população de cerca de  1,3 milhão de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Belém mantém o ar tradicional das fachadas de seus casarões, praças, igrejas e capelas do período colonial

Quem quiser aproveitar a COP30 para conhecer Belém terá a oportunidade de mergulhar em um universo bem diferente da imagem que muitos estrangeiros têm do Brasil – mais ligada às praias do imenso litoral do país ou ao Rio de Janeiro. A capital amazônica de Belém do Pará guarda belezas naturais e históricas que merecem ser visitadas. 

A cidade é banhada especialmente por dois rios (o Guamá e o Maguari), que deságuam na Baía do Guajará. É nessa região que se encontram alguns dos principais pontos turísticos de Belém, como o antigo Forte do Presépio, um dos marcos iniciais da capital, o qual abriga um museu sobre a cultura indígena da região. 

Às margens da baía está também o Mercado-Ver-o-Peso, um mercado público na zona portuária que foi inaugurado em 1901 e que, segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), é considerado a maior feira-livre da América Latina. 

Vale visitar também a Estação das Docas – um espaço gastronômico-turístico-cultural criado no ano 2000 e que ocupa onde existia, desde 1909, o antigo porto de Belém. Os visitantes encontram no local, atualmente, opções de restaurantes para provar a comida paraense, além de lojas e espaços de eventos feitos na orla fluvial.

Já no centro histórico de Belém está o Theatro da Paz, um dos belos do Brasil e o maior da região norte, com sua arquitetura clássica art nouveau. Durante a COP30, o local irá receber espetáculos e shows com artistas famosos, como Ney Matogrosso, Toquinho e Lenine. 

A Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré é uma das principais igrejas da capital do Pará. ...O Círio de Nazaré é um dos maiores eventos religiosos do mundo e reúne cerca de ...No alto:

A Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré é uma das principais igrejas da capital do Pará. Construída em 1909 ela abriga a maior santa de devoção local que mobiliza milhares de devotos durante o Círio de Nazaré.

Foto de Fabrício Coleny CC BY 4.0Acima:

O Círio de Nazaré é um dos maiores eventos religiosos do mundo e reúne cerca de 2 milhões de pessoas anualmente no 2º domingo de outubro desde 1793 em Belém em uma enorme procissão pelas ruas da cidade e também realizada nas águas dos rios, em barcos.

Foto de Agência Pará

A Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré é outro ponto importante de Belém, afinal, a cidade realiza um dos maiores eventos religiosos do país anualmente o qual essa igreja tem um papel essencial. Trata-se do Círio de Nazaré, uma enorme procissão de católicos devotos tanto locais como peregrinos, que vêm em busca da imagem da Nossa Senhora de Nazaré. A cerimônia ocorre desde 1793 e faz parte da Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco desde 2013.

Já quem quiser ver de perto a natureza local, pode visitar o Parque Zoobotânico Mangal das Garças, inaugurado em 2005 e que fica às margens do rio Guamá. Em uma área de 40 mil m² de mata revitalizada, que representa a floresta da região e onde antes era uma  extensa área alagadiça, é possível ver espécies de flora amazônica e animais como a garça-branca-grande, a borboleta Júlia, flamingos e a ave guará.  

(Conteúdo relacionado: A Amazônia é megadiversa. O quanto? Ninguém sabe)

 

Parque Zoobotânico Mangal das Garças é o "coração verde" no meio de Belém, com uma área de 40 mil m² de mata revitalizada que abriga fauna e flora nativa da região amazônica.

Foto de Celso Abreu CC BY 2.0

3. A gastronomia paraense e seus pratos únicos 


Considerada uma das 

Por Jornal da República em 19/01/2026
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