BOPE neutraliza 'Boneco do Andaraí' após seis meses de investigação

Operação no Morro do Andaraí resulta na morte de chefe do tráfico foragido há cinco anos

BOPE neutraliza 'Boneco do Andaraí' após seis meses de investigação

Rodrigo Rosa Brasil, conhecido como "Boneco", estava na lista dos mais procurados do Rio e cumpria pena pela morte de policial civil

Uma operação conjunta do BOPE e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar resultou na morte de Rodrigo Rosa Brasil, de alcunha "Boneco do Andaraí", durante confronto na noite de domingo (8) no Morro do Andaraí, Zona Norte do Rio. O criminoso, apontado como chefe do tráfico na comunidade e foragido desde 2019, figurava entre os mais procurados do estado.

Confronto armado marca fim de operação de inteligência

A ação policial, fruto de seis meses de trabalho investigativo, foi deflagrada após informações precisas sobre a localização do traficante. Durante a incursão, as equipes foram recebidas a tiros por soldados do Comando Vermelho, facção que domina a região. O intenso tiroteio resultou na morte de Rodrigo Rosa Brasil, que foi socorrido ao Hospital Municipal do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos. Um criminoso identificado como segurança pessoal do chefe do tráfico também foi baleado e encaminhado à mesma unidade hospitalar.

Os policiais apreenderam um fuzil e uma pistola durante a operação. O material bélico será submetido à perícia para verificar possível uso em outros crimes na região. A ação representa um golpe significativo na estrutura do tráfico local, que há anos aterrorizava moradores da comunidade.

Histórico criminal extenso e fuga do sistema prisional

Rodrigo Rosa Brasil acumulava vasto prontuário criminal, com anotações por tráfico de drogas, associação criminosa, homicídio, latrocínio e roubo de veículos. Sua condenação mais emblemática relaciona-se ao assassinato do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, crime ocorrido em 2008 no bairro do Grajaú. O agente foi executado covardemente enquanto realizava investigações na região.

O criminoso encontrava-se foragido desde 2019, quando não retornou ao presídio após saída temporária. Durante cinco anos, burlou o sistema de segurança pública e consolidou seu domínio territorial no Morro do Andaraí. Sua captura representava prioridade máxima para as forças de segurança do estado, que intensificaram as buscas nos últimos meses.

Trabalho integrado de inteligência policial

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, enfatizou que a operação exitosa resulta de trabalho meticuloso de inteligência. "Esta ação representa impacto direto na dinâmica criminal da região da Tijuca e Andaraí. Nossos agentes trabalharam incansavelmente durante seis meses para localizar este criminoso", declarou o oficial.

A integração entre o BOPE e a Subsecretaria de Inteligência da PMERJ demonstra a evolução das táticas policiais no combate ao crime organizado. O planejamento criterioso permitiu neutralizar uma das principais lideranças do tráfico sem baixas entre os agentes de segurança.

Impacto na estrutura criminal da região

A morte de "Boneco do Andaraí" desarticulou importante elo na cadeia do narcotráfico que atua na Zona Norte do Rio. Especialistas em segurança pública avaliam que a operação pode gerar disputa interna pelo controle territorial, exigindo reforço no policiamento preventivo da área.

A comunidade do Morro do Andaraí, historicamente subjugada pelo terror imposto pelo tráfico, pode experimentar período de maior tranquilidade. Moradores relatam, em conversas reservadas, o clima de medo que imperava na localidade sob o comando do criminoso neutralizado.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital, que conduzirá as investigações complementares. A Polícia Civil analisará as circunstâncias do confronto e dará prosseguimento aos procedimentos legais cabíveis.

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Por Jornal da República em 09/03/2026
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