Chef Duda Ribeiro destaca legado histórico de Copacabana e celebra a primeira seletiva brasileira oficial do ICC no Rio Othon Palace

Brasil realiza primeira seletiva oficial da Copa do Mundo dos Chefs e surpreende com novos talentos

Embaixador da International Catering Cup relembra que a Praia de Copacabana já foi berço da alta gastronomia mundial e avalia como “marco histórico” o fato de o Brasil realizar, pela primeira vez, uma seletiva oficial para a maior competição de catering do planeta.

Copacabana retoma o lugar de palco da gastronomia mundial

Do rooftop do Hotel Rio Othon Palace, com a orla de Copacabana ao fundo, o embaixador do International Catering Cup (ICC), Duda Ribeiro, descreve o momento como um “retorno ao passado glorioso da alta gastronomia na América Latina”.

Ele lembra que, nos anos 1970, a praia foi palco de disputas lendárias entre dois gigantes da culinária mundial: Paul Bocuse e Gaston Lenôtre. Hoje, meio século depois, Copacabana volta a receber uma competição de nível internacional, resgatando um legado que marcou gerações de chefs.

A primeira seletiva oficial do ICC no Brasil

O ICC — considerada a “Copa do Mundo do Catering” — está em sua 10ª edição, realizada bienalmente em Lyon, na França. Mas, pela primeira vez desde que o Brasil participa da competição, há uma seletiva oficial, organizada com rigor técnico e representatividade nacional. Segundo Duda, “durante dez anos o Brasil foi convidado, nunca selecionado. Agora, sim, temos uma disputa real”.

A mudança de formato revelou um cenário surpreendente: talentos que jamais seriam descobertos sem um processo seletivo amplo e inclusivo. “O Brasil é maior do que imaginávamos em termos gastronômicos”, afirma o embaixador.

Curadoria nacional revela talentos desconhecidos

A seletiva só foi possível graças à parceria entre ABRACHEFS, Sebrae Nacional e o projeto Chefs de Origem, que mapeou profissionais de catering em todos os estados. A curadoria encontrou perfis inesperados:

  • uma chef de 26 anos, do Amapá, formada no Instituto Paul Bocuse;
  • um chef baiano radicado no Amapá, com alta performance técnica;
  • cozinheiros de Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro, todos competindo no mesmo nível;
  • representantes do Zona Sul, da Estácio e de cozinhas autorais de diversos estados.

“Ficamos de queixo caído. Não sabíamos que havia tanta excelência espalhada pelo país”, revela Duda.

Competição acirrada entre cinco duplas finalistas

A disputa final reúne cinco duplas — uma de cada estado participante — e promete ser uma das mais técnicas já vistas em seletivas da América Latina. Há rivalidade, mas também respeito. “É briga de cachorro grande”, brinca o embaixador. Ele destaca três nomes fortíssimos:

  • Chef João Vieira
  • Chef Júlia, de Santa Catarina
  • Chef Antônio, do Amapá

Mas faz questão de lembrar que todos têm chances reais. “Qualquer dupla que vencer representará o Brasil com dignidade. Eles já fazem história. E o vencedor não carrega apenas a si mesmo — carrega um país.”

Um evento que movimenta turismo, negócios e cultura

O Circuito Gourmet Internacional de Chefs – Brasil Continental reúne, ao longo de três dias:

  • Aulas-show com degustação
  • Concursos de cozinha brasileira, afetiva, botequim, bolos, pizza e coquetelaria
  • Área extensa de expositores com produtos e tendências
  • A grande final da seletiva nacional para o ICC

Para Duda Ribeiro, a união entre gastronomia, identidade nacional e geração de oportunidades coloca o evento entre os mais importantes já realizados no Rio de Janeiro no setor. “O Brasil inteiro está aqui. E Copacabana está novamente no mapa da gastronomia mundial.”

Fontes

International Catering Cup • ABRACHEFS • Sebrae Nacional • Instituto Paul Bocuse • Arquivo Histórico da Gastronomia Francesa • Circuito Gourmet Internacional de Chefs

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade 

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Por Jornal da República em 03/05/2026
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