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"A operadora espanhola Aena é uma das maiores administradora de aeroportos do mundo e que no Brasil irá administrar 69 milhões de passageiros. A conexão com essa estatal espanhola permitirá que possamos ter no Rio de Janeiro um hub da Ibéria e de outras companhias, sendo um grande avanço para o Aeroporto do Galeão que com certeza irá se tornar o centro estratégico de inúmeras conexões, que permitirá concentrar e distribuir passageiros para vários destinos, com voos diretos e com sua frequência aumentada, o que irá facilitar viagens para a Europa além de fortalecer a conexão com o Brasil".
Foi com esse pensamento que o deputado Julio Lopes (PP), presidente da Câmara Temática Aeroportuária da Frente Parlamentar Mista de Logística e infraestrutura, definiu o resultado do leilão da venda do Aeroporto Internacional de Rio de Janeiro, mais conhecido como Galeão, realizado em São Paulo pelo Ministério de Portos e Aeroportos. De acordo com o parlamentar, o resultado do certame será um enorme avanço não só para o Rio de Janeiro, como também para todo país.
- O aeroporto Santos Dumont é considero o terceiro maior em movimentação no país, e esse resultado vai gerar com certeza um grande impacto positivo para toda a infraestrutura aeroportuária e principalmente para a economia do país. O resultado superou as expectativas com 200% de ágio e um valor de R$ 2,9 bilhões que foram pagos a vista, com isso ganha a infraestrutura aeroportuária no Brasil, a economia do Rio de Janeiro e o turismo - afirmou.
O novo contrato permitirá que a Aena explore, mantenha e amplie toda a infraestrutura do Galeão, além de assumir direitos e obrigações previstos no acordo até 2039. O novo contrato passou por algumas mudanças em relação ao original de 2013, sendo as principais mudanças a retirada da Infraero da sociedade, além da formação de novo sistema de compensação em relação ao Aeroporto Santos Dumont, principal concorrente do Galeão que, no caso de haver alguma alteração das restrições impostas ao Santos Dumont, a Aena vai poder pedir reparação ao governo.
- A Aena já atua no país desde 2019 administrando 17 aeroportos, sendo hoje uma das maiores operadoras privadas do setor, projetando um crescimento no movimento de passageiros e uma integração internacional bem maior - disse.
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