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Em um cenário de severa contenção de despesas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Rio de Janeiro surpreende a opinião pública ao abrir uma licitação de R$ 16,5 milhões para a locação de veículos de luxo e SUVs blindados. O edital, publicado recentemente, ocorre sob a gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, que tem assinado decretos limitando novos gastos no estado. A medida levanta questionamentos sobre a prioridade da administração pública diante da crise fiscal que afeta serviços essenciais aos cidadãos.
A frota luxuosa prevista no contrato não se limita apenas ao uso direto das autoridades máximas do Executivo. De acordo com o Documento de Formalização da Demanda, o investimento visa garantir a segurança do governador, do vice-governador e também de seus familiares, incluindo cônjuges e até quatro filhos. O lote bilionário inclui veículos com blindagem nível III-A e sedãs médios, equipados com sirenes e luzes estroboscópicas, elevando o custo estimado do primeiro lote para mais de R$ 15,5 milhões.
O GSI justifica o alto investimento alegando a necessidade de atualizar contratos de 2022 e preparar a estrutura de segurança para o cenário político após as eleições de 2026. A Subsecretaria Militar sustenta que o Rio de Janeiro apresenta um "risco muito alto" para os chefes do Executivo, especialmente devido ao enfrentamento direto ao crime organizado. Entretanto, para especialistas, a contratação em meio a decretos de austeridade cria um descompasso entre o discurso político e a prática administrativa.
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