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No próximo dia 12, uma quarta-feira, parte do planeta poderá acompanhar um eclipse solar total. Mas o Brasil não está nesse grupo. O fenômeno será visível de partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, oceano Atlântico, Espanha e de um pedacinho de Portugal.
Para quem está fora dessas regiões, restarão as transmissões online. A Nasa dedicará uma live ao evento em seu canal no YouTube, além de cobertura em redes sociais. A ESA (Agência Espacial Europeia) também terá uma programação especial em seu canal no YouTube.
Em outros pontos do Hemisfério Norte, será possível presenciar um eclipse solar parcial, incluindo partes dos Estados Unidos (do Alasca à Carolina do Norte), a maior parte do Canadá, grande parte da Europa e o noroeste da África.
As últimas vezes que partes da Europa puderam acompanhar um eclipse solar total foram em 20 de março de 2015 —somente uma área da Noruega, o pequeno arquipélago de Svalbard— e em 11 em agosto de 1999. Em relação à Península Ibérica, a data é mais antiga ainda: 1912, e a totalidade do fenômeno durou somente um segundo, de acordo com a ESA.
A Agência Espacial Europeia aponta que, além da coleta de dados, eclipses solares são um bom momento para testar instrumentos científicos que podem vir a ser incorporados em missões espaciais.
O eclipse também pode ser importante para entender melhor o campo magnético solar, especialmente na região da coroa solar. A ESA diz que temos uma ideia de como esse campo é distribuído na superfície, mas não tanto na coroa.
Com o fenômeno, existe a possibilidade de uma melhor observação do Sol, dado que a claridade habitual dificulta a observação. Os dados, coletados por diversos observatórios na Terra, ajudam a atualizar e melhorar modelos sobre o campo magnético do Sol.
A ESA afirma também que diversos projetos de ciência cidadã coletarão informações sobre o evento, citando, por exemplo, medidas de temperaturas, canto de pássaros —uma pesquisa sobre o tema foi, inclusive, publicada no ano passado, em referência ao eclipse total que percorreu EUA, México e Canadá em 2024.
Além do eclipse solar total deste ano, mais dois fenômenos poderão ser vistos da Europa nos próximos dois anos. Em 2 de agosto de 2027, haverá outro eclipse solar total na Espanha. Para o ano seguinte, em 26 de janeiro, é esperado um eclipse anular na Espanha e Portugal —outras regiões europeias terão eclipses solares parciais.
Para o Brasil, ainda vai demorar. O próximo eclipse solar total visível do país será em 12 de agosto de 2045. A totalidade, nesse caso, será apreciada em partes do Nordeste e Norte, a exemplo das cidades de Recife, João Pessoa, São Luís e Belém.
Porém, bem mais perto, em 6 de fevereiro do ano que vem, os brasileiros poderão ver um eclipse solar anular. Na verdade, a visualização total do anel de fogo será possível a partir dos mares brasileiros. Mas quem estiver em terra, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Nordeste, conseguirá acompanhar um eclipse solar parcial, com mais de 70% do Sol encoberto. Em outras áreas do país, o percentual será menor.
E, mais próximo ainda, um eclipse lunar parcial será visível em todo o Brasil na noite de 27 e madrugada de 28 de agosto deste ano. Esse tipo de eclipse ocorre quando a Terra está entre o Sol e a Lua. Isso faz com que a luz solar não atinja a superfície lunar, criando um episódio conhecido como “Lua de sangue”, devido aos tons alaranjados que pintam nosso satélite natural nessa ocasião.
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