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Levantamento feito com mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) mostra um retrato preocupante: 93,1% relatam sobrecarga, 72,4% convivem com ansiedade e quase metade (44,8%) relata tristeza persistente, segundo pesquisa da UniSales publicada em 2024. Números assim raramente entram na conversa quando o assunto é autismo, e é exatamente esse ponto cego que o Dr. Renato de Paula quer colocar em debate.
O raciocínio é direto: nos últimos anos, o autismo ganhou espaço em campanhas, leis e conversas de família. Só que quem cuida em tempo integral (na imensa maioria das vezes, a mãe) segue sem rede de apoio, sem acesso fácil a atendimento psicológico e, muitas vezes, sem nem espaço para falar que não está bem. O medo do futuro, do "quem vai cuidar quando eu não puder mais", é uma angústia silenciosa que atravessa boa parte dessas famílias.
Fisioterapeuta e terapeuta ocupacional com doutorado em Bioquímica Médica pela UFRJ e período de pesquisa em neurociência no Imperial College London, Dr. Renato de Paula já discutiu o tema da reabilitação neurofuncional em diferentes frentes, da docência à atuação técnica no CREFITO-2. É esse repertório que sustenta a proposta: tratar saúde mental de cuidadores de pessoas com deficiência como política pública, com apoio psicológico estruturado para famílias atípicas, e não como pauta pontual de datas comemorativas.
Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, é uma boa hora pra lembrar disso: cuidar de quem cuida também é cuidar da criança.
Se você ou alguém que você conhece precisa de apoio, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24h por dia.
Quer acompanhar de perto essa e outras pautas do Dr. Renato de Paula? Segue lá no Instagram: @renatodepaularj
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