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"Enquanto muitos ainda tratam o setor nuclear com grande preconceito e desinformação, sabemos que as grandes potências do mundo estão ampliando investimentos em energia nuclear, e o Brasil não pode ficar de fora desse movimento".
É com esse posicionamento firme que o presidente da Frente Parlamentar de Tecnologia e Atividade Nuclear, deputado Julio Lopes (PP), vai defender o término das obras da usina de Angra 3 durante o Energy Summit 2026, que acontece amanhã, às 10h, na Marina da Glória e tem como finalidade conectar o ecossistema de inovação e empreendedorismo ao setor de energia e sustentabilidade, com foco em impulsionar a transição energética por meio de debates sobre descarbonização, digitalização e novas tecnologias. Segundo o parlamentar, a obra é estrategicamente importante para a geração de uma energia limpa e segura, além de representar a soberania nacional do país. Julio lembrou ainda que o Brasil possui uma das maiores reservas de urânio do planeta e que tem competência técnica e científica, além de pesquisadores extraordinários para dar continuidade ao programa nuclear brasileiro.
- É da máxima importância o término das obras de Angra 3, localizada no complexo de usinas nucleares em Angra dos Reis, na Costa Verde, que juntamente com a Indústria Nuclear Brasileira (INB) em Resende, e a NUCLEP em Itaguaí, formam o complexo nuclear mais importante do Brasil. A obra já está 63% concluída e com quase todas as partes mecânicas e peças compradas, faltando apenas os sistemas digitais. Ela terá capacidade de gerar 1.4 megawatts de energia para o país com um custo de finalização de obra no valor de R$ 25 bilhões, tocada com os recursos oriundos de um Project One já estruturado pelo BNDES, onde a energia futura pagaria a obra, da mesma forma como ocorreu em Itaipu - explicou.
O parlamentar lembra ainda que a paralisação da obra gera um custo mensal de cerca de R$ 100 milhões, por isso seu término é imprescindível para o país. Ele garante ainda que a continuidade das obras de Angra 3 é de fundamental importância para a segurança energética do país, e que sua não conclusão pode ser considerada um crime contra a economia e o sistema elétrico do país.
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