Felipe Brasil apresenta as novas perspectivas do agro fluminense no Simpósio de Agricultura Regenerativa

No Clube de Engenharia, o engenheiro agrônomo, doutor e pós-doutor pela UFRRJ, ex-presidente da AEARJ, mediou a mesa sobre o futuro do campo fluminense e apresentou o banco de projetos que vai destravar crédito e financiamento para a regeneração do solo do estado

O Clube de Engenharia, no centro do Rio de Janeiro, recebeu, nos dias 26 e 27 de agosto, o Simpósio Agricultura Regenerativa 2026, evento que reuniu pesquisadores da

Embrapa, professores universitários, estudantes, engenheiros agrônomos e produtores rurais em torno de um objetivo comum: recolocar a agricultura fluminense no mapa do desenvolvimento nacional.

Um dos destaques da programação foi o engenheiro agrônomo Felipe Brasil, que mediou uma das mesas centrais do encontro sobre as perspectivas do agro fluminense.

Em entrevista ao Jornal da República e Última Hora, Felipe Brasil apresentou o debate que conduziu e o papel da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ), instituição que presidiu por dois mandatos.

"Nós participamos de uma mesa grande sobre as perspectivas do agro fluminense, da agricultura, da retomada da agricultura do estado do Rio de Janeiro", afirmou.

Uma mesa de peso para o futuro do campo.

O simpósio reuniu o que há de mais relevante na ciência agrícola brasileira. "Esse é um evento muito importante para todo o estado e para o próprio país, porque nós temos aqui pesquisadores da Embrapa, professores universitários, pesquisadores de outras instituições, estudantes, engenheiros agrônomos e produtores rurais", destacou Felipe Brasil.

A proposta do painel mediado pelo engenheiro agrônomo foi apresentar um panorama amplo.

"A ideia da nossa mesa foi mostrar quais são as novas perspectivas para o agro fluminense, não só em termos de tecnologia, mas também em termos de arranjos produtivos locais", explicou.

Tecnologia e organização para retomar a produção.

O debate trouxe à tona os caminhos para a retomada da agricultura no estado. "Falamos sobre organização de consórcios intermunicipais e a utilização de algumas técnicas de recuperação de áreas degradadas", detalhou Felipe, conectando a discussão ao tema central do evento.

Para o engenheiro agrônomo, o conjunto de informações apresentado é decisivo. "É um grupo de informações muito importantes para a retomada e para o crescimento da agricultura fluminense", resumiu, reforçando a urgência de colocar a ciência a serviço do campo.

A AEARJ, como promotora da transformação,

Felipe Brasil, que presidiu a AEARJ por dois mandatos, celebrou o protagonismo da associação na realização do evento. "Atualmente, o engenheiro agrônomo Leonardo Lopes é o nosso presidente, e a AEARJ é a promotora desse simpósio", afirmou, destacando a continuidade do trabalho institucional.

O ex-presidente revelou a origem do encontro. "Na verdade, esse simpósio é o resultado de algumas reuniões menores que foram feitas em diversos municípios do Rio de Janeiro e que deram origem a esse simpósio, um projeto que tem a duração de quatro anos", contou.

O banco de projetos para o crédito no campo

Um dos anúncios mais relevantes da participação de Felipe Brasil foi a construção de um banco de projetos para a agricultura regenerativa.

"A Associação dos Engenheiros Agrônomos, com apoio do CREA, do Confea e da Mútua, vem fazendo um diálogo com a sociedade, com a academia e com os pesquisadores das diferentes áreas para que a gente possa formar um banco de projetos", explicou.

O instrumento terá aplicação prática imediata. "Esse banco de projetos vai ser depois utilizado para linhas de crédito e financiamentos dentro do tema da agricultura regenerativa", afirmou, conectando a ciência ao financiamento da produção sustentável.

O reconhecimento à rede institucional

O engenheiro agrônomo fez questão de reconhecer o esforço coletivo. "Queria parabenizar a AEARJ, parabenizar o CREA-RJ, o Confea e a Mútua, que é a Caixa de Assistência dos Engenheiros, por esse grande evento", declarou, destacando a união do Sistema em torno da causa.

Para Felipe, o simpósio transcende o encontro técnico. "Com certeza vai desdobrar para uma política pública na área de agricultura regenerativa do estado do Rio de Janeiro", projetou, apontando o caminho institucional que o evento inaugura.

Uma trajetória de excelência acadêmica e gestão.

A trajetória de Felipe Brasil une formação de ponta e gestão pública. Engenheiro agrônomo de 50 anos, é doutor em Agronomia, na área de Ciência do Solo, e pós-doutor em Engenharia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), além de técnico em Agropecuária e pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Professor universitário, o engenheiro agrônomo também atua como sócio-diretor da empresa Costa Brasil Engenharia, Meio Ambiente e Agropecuária, unindo a sala de aula, a pesquisa e a iniciativa privada.

Do município ao estado: a experiência acumulada

Felipe Brasil construiu uma carreira marcada pela transversalidade.

Foi secretário de Agricultura no município de Paracambi e presidiu a AEARJ por dois mandatos, consolidando-se como referência no setor.

Atualmente, integra a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA) e é conselheiro do CREA-RJ.

Sua atuação em palcos como o Inova Agro Tour e o Congresso Estadual de Agronomia reforça o papel de articulador entre a academia, o setor produtivo e o poder público.

O convite da AEARJ à sociedade

Ao encerrar a participação, Felipe Brasil convidou o público a acompanhar os trabalhos da associação. "Quero convidar a todos para acompanhar a Associação dos Engenheiros Agrônomos nas suas redes, no Instagram, no Facebook e no site da associação", afirmou.

O convite reforça o propósito de manter o diálogo aberto com a sociedade em torno de um projeto de quatro anos que promete transformar a agricultura fluminense — do solo degradado à produção sustentável, da ciência ao crédito, do município ao estado.

O início de uma nova era para o agro fluminense.

O Simpósio Agricultura Regenerativa 2026 consolidou-se como o marco do lançamento do programa estadual idealizado pela AEARJ, com foco na recuperação de solos e pastagens degradadas, na redução da insegurança alimentar na Região Metropolitana e na expansão do sistema de plantio direto e da inserção digital no campo.

Para Felipe Brasil, o evento representa a retomada de um protagonismo que o Rio de Janeiro já teve e que a ciência, a organização e a vontade política podem devolver.

No Clube de Engenharia, o agro fluminense deu o primeiro passo de uma caminhada que promete colher frutos por anos.

Biografia de Felipe Brasil

Felipe da Costa Brasil é engenheiro agrônomo, doutor em Agronomia na área de Ciência do Solo e pós-doutor em Engenharia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), além de técnico em Agropecuária e pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Com 50 anos, construiu uma carreira que une a excelência acadêmica, a gestão pública e o empreendedorismo.

Foi secretário de Agricultura no município de Paracambi e presidiu por dois mandatos a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ), instituição que ajudou a consolidar como referência na promoção da ciência agrícola fluminense.

Atualmente integra a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA) e atua como conselheiro do CREA-RJ.

Professor universitário, também é sócio-diretor da empresa Costa Brasil Engenharia, Meio Ambiente e Agropecuária, conectando a pesquisa à prática produtiva.

Articulador entre a academia, o setor produtivo e o poder público, é um dos principais nomes do movimento pela retomada da agricultura regenerativa no estado, tendo participado de eventos como o Inova Agro Tour e o Simpósio Agricultura Regenerativa 2026,

No qual mediou a mesa sobre as perspectivas do agro fluminense e apresentou o banco de projetos voltado a linhas de crédito e financiamento para a regeneração do solo do Rio de Janeiro.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial

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Por Jornal da República em 31/08/2026
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