Israel ataca Líbano após Hezbollah retaliar a operação militar contra o Irã

Primeiro-ministro libanês pediu que forças de segurança impeçam novos ataques do grupo terrorista.

Israel ataca Líbano após Hezbollah retaliar a operação militar contra o Irã

O final de semana foi de escalada nos conflitos do Oriente Médio. Após a morte do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o Hezbollah lançou um ataque contra Israel.

O grupo terrorista atacou instalações militares em Haifa, na região Norte de Israel.

A liderança da resistência sempre afirmou que a continuidade da agressão israelense e o assassinato de nossos líderes, jovens e cidadãos, nos dão o direito de nos defender e responder no momento e local apropriados”, declarou o grupo em nota.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, as explosões não deixaram nenhuma morte e nem feridos.

Em resposta, aconteceu uma série de ataques contra posições do grupo radical no Líbano.

Hoje, Israel publicou um alerta para que os libaneses deixem os prédios marcados como alvo antes das operações:

Pedimos aos moradores cujos edifícios estejam marcados em vermelho que evacuem imediatamente e se afastem pelo menos 300 metros dessas construções.”

A maioria dos edifícios está ligada à Associação Al-Qard Al-Hasan, organização ligada ao braço social do Hezbollah que empresta dinheiro sem juros para a comunidade xiita.

O governo de Israel chegou a acusar a associação de financiar o terroirsmo e apoiar o braço militar do grupo:

A Associação Al-Qard Al-Hasan é responsável por uma parcela significativa do financiamento da organização terrorista Hezbollah e auxilia a organização em suas atividades terroristas, incluindo a aquisição de munições, obtenção de instalações para armazenamento de armas, construção de locais de lançamento, financiamento dos salários de agentes terroristas e execução de diversas atividades terroristas.”

Governo do Líbano proíbe braço militar do Hezbollah

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou os ataques contra Israel e disse que isso legitima a ação de Israel e  “mina a credibilidade do Estado libanês”.

O Estado libanês […] exige a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah por serem ilegais, obrigando-o a entregar suas armas ao Estado libanês e a limitar sua atuação no campo político aos limites constitucionais e legais, de forma a consagrar a exclusividade das armas nas mãos do Estado e fortalecer sua plena soberania sobre seu território”, afirmou.

Além da fala, Salam pediu que as forças de segurança tomem medidas para impedir ataques a partir do território libanês.

Mesmo que tenha um braço armado conhecido por atentados terroristas, o Hezbollah é considerado um partido político legal no Líbano.

O grupo conta com apoio político, ideológico e financeiro do regime iraniano, sendo um dos principais aliados da República Islâmica na região.

Por Jornal da República em 02/03/2026
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