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por Gustavo Silva
A diretoria liderada pelo presidente do Vasco, Pedrinho, não poderá mais dar um passo financeiro relevante na SAF do clube sem que a Justiça fique sabendo. A decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, titular da 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atende a uma determinação da segunda instância e coloca um fiscalizador independente dentro do clube para vigiar o caixa.
A missão está nas mãos do advogado Athos de Andrade Figueira Neves, nomeado para a função de fiscalizar a gestão do clube. Ele deverá receber documentos e monitorar os atos de relevância econômica. A magistrada da 4ª Vara Empresarial definiu inclusive um gatilho para esse controle. Qualquer negociação de atletas que supere R$ 5 milhões precisará de aviso prévio ao juízo.
A medida ocorre enquanto a gestão de Pedrinho tenta avançar na venda do controle da SAF do Vasco para o grupo Marcos Lamacchia. Do outro lado, a 777 Partners recorre a instâncias judiciais e à arbitragem da FGV para tentar bloquear a transação comercial, sob o argumento de que a venda do ativo sem o seu consentimento é nula.
Em nota oficial divulgada após a decisão da Justiça, o Vasco manifestou “irrestrito respeito aos magistrados que conduzem os processos e recursos relacionados à Recuperação Judicial desta instituição e de sua SAF, repudiando com veemência qualquer ato que possa ser interpretado como pressão, intimidação ou desrespeito ao Poder Judiciário ou a seus membros.”
“O clube está ciente de que agentes interessados em tumultuar e obstruir o bom andamento das ações em curso tentam atribuir à nossa torcida comportamentos que não partem dela. O Vasco não compactua com essa narrativa e tampouco permitirá que o nome de sua torcida seja instrumentalizado para fins que prejudiquem o clube e os processos judiciais”, completou.
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