MC Poze do Rodo é transferido para presídio neutro após declarar que não tem ligação com facção

Artista deixou Bangu 1 nesta quarta-feira (22) após Justiça Federal questionar permanência em unidade de segurança máxima. No ano passado, ao dar entrada no sistema penitenciário, funkeiro declarou vínculo com o Comando Vermelho (CV)

MC Poze do Rodo é transferido para presídio neutro após declarar que não tem ligação com facção

O funkeiro MC Poze do Rodo foi transferido, na manhã desta quarta-feira (22), para o Presídio Joaquim Ferreira, no Complexo de Gericinó, em Bangu. A unidade, conhecida como Bangu 8, é destinada a detentos considerados “neutros”, ou seja, que não mantêm vínculo com facções criminosas.

A movimentação ocorre após o artista declarar à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) que não mantém vínculo com qualquer grupo criminoso. Poze estava há seis dias custodiado em Bangu 1, unidade de segurança máxima, desde que foi preso temporariamente pela Polícia Federal na última semana.

A razão da transferência contrasta com declaração do MC: em 2025, ao ser preso pela Polícia Civil, ele havia informado oficialmente possuir ligações com o Comando Vermelho (CV).

A saída de Bangu 1 ocorreu após a defesa do músico acionar a Justiça Federal, alegando que ele estava submetido a um Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) — isolamento rigoroso — sem que houvesse uma decisão judicial formal autorizando a medida.

Em resposta, a Seap afirmou que a permanência inicial em Bangu 1 teve caráter preventivo, com o objetivo de preservar a integridade física do detento diante das informações declaradas no momento da entrada no sistema.

Investigação sobre lavagem de dinheiro

A prisão de MC Poze do Rodo faz parte de uma investigação que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava apostas ilegais e rifas digitais para movimentar valores que chegam a R$ 1,6 bilhão. A corporação investiga a conexão entre traficantes, influenciadores e artistas para dar aparência lícita a recursos oriundos de atividades criminosas.

O artista segue à disposição da Justiça Federal enquanto a apuração prossegue.

Por Jornal da República em 23/04/2026
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