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Após uma visita de duas horas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, Nikolas Ferreira foi questionado sobre as recentes declarações de Eduardo Bolsonaro.
Nikolas afirmou estar acostumado com os ataques e ressaltou que nem ele, nem Michelle Bolsonaro, sofrem de amnésia.
O deputado federal defendeu a ex-primeira-dama, pedindo que a deixem "viver o seu calvário" e afirmou que Eduardo "não está bem" psicologicamente.
“Eu me lembro muito bem de todos os anos que fui atacado injustamente. Bater em mim eu já estou acostumado, já tem mais de três anos que estão nessa saga”, afirmou Nikolas.
Ele ainda afirmou que não pretende perder tempo com divergências internas, pois acredita que há "um Brasil para salvar".
A polêmica começou após uma entrevista de Eduardo. Na ocasião, ele cobrou maior engajamento de Nikolas e Michelle na campanha de seu irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência.
“Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”.
Eduardo questionou se eles tinham "amnésia", sugerindo que estariam sendo omissos com quem os ajudou a chegar onde estão. Para o ex-deputado, o apoio deles deveria ser mais explícito.
“Pessoas que foram eleitas ou estão debaixo do guarda-chuva de Jair Bolsonaro se dizem seguidoras das suas ordens e determinações, deveriam ter se dedicado com mais afinco à campanha do Flávio”.
Não é o primeiro desentendimento entre os dois
A relação entre os parlamentares, até meados de 2025, era de alinhamento total. No entanto, passou por uma série de desgastes públicos nos últimos meses.
Em julho de 2025, ocorreu o primeiro embate direto: Eduardo acusou Nikolas de falta de empenho na defesa de Jair Bolsonaro. Na ocasião, o PL interveio e uma trégua foi estabelecida sob o argumento de que o foco deveria permanecer na oposição ao STF.
O clima de instabilidade retornou em novembro de 2025. O ápice foi um questionamento da deputada Ana Campagnolo, aliada de Nikolas, sobre a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
Eduardo interpretou a fala como dissidência e cobrou lealdade à "hierarquia familiar", sugerindo que os descontentes deixassem o partido. O episódio envolveu também Michelle Bolsonaro, que saiu em defesa de Campagnolo.
Em dezembro, um novo desentendimento surgiu após a suspensão das sanções americanas contra o ministro Alexandre de Moraes. Eduardo atribuiu o resultado à falta de coesão interna da direita.
Em resposta, Nikolas classificou a acusação como "fraude intelectual", argumentando que a culpa não poderia ser jogada apenas sobre os parlamentares.
Ao comentar as críticas na saída da Papuda, Nikolas reforçou que a prioridade do grupo deveria ser a situação do ex-presidente preso e os problemas do país, e não ataques internos.
"Prefiro não perder meu tempo com essas divergências porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar".
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