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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira (26) os presidentes da Fifa, Gianni Infantino, e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, no Palácio do Planalto, onde discutiram sobre a Copa do Mundo Feminina. O técnico da seleção brasileira masculina, Carlo Ancelotti, também participou do encontro.
Após a reunião, o mandatário da Fifa minimizou os movimentos de boicote contra a Copa do Mundo Masculina, que começaram após o governo dos Estados Unidos anunciar medidas como a proibição da entrada de torcedores de países como Irã, Haiti e Senegal.
Diante disso e de outras movimentações protecionistas de Donald Trump, países da Europa ameaçaram boicotar a participação de seus torcedores no Mundial.
A crise diplomática escalou com movimentações do americano de anexar a Groenlândia. Após repercussões mundo afora, Trump recuou da ameaça armada ao território, e disse estar aberto a negociar. A Dinamarca, por sua vez, diz que Groenlândia não está à venda.
“Eu olho para o futuro sempre e o que é importante em eventos de futebol como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo Masculina ou a Feminina aqui no Brasil é que elas unem as pessoas”, disse Infantino a jornalistas nesta segunda.
Infantino já havia demonstrado apoio Trump em ocasiões anteriores, chegando a premiá-lo com o primeiro “Prêmio da Paz” da Fifa, criado para condecorar líderes que contribuíram para a união global, no ano passado. O líder da Federação também já defendeu publicamente que Trump deveria receber o Nobel da Paz por sua atuação no cessar-fogo entre Israel e Hamas.
O presidente da entidade afirmou ainda que já foram recebidos mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para a copa masculina.
O encontro com os representantes das entidades acontece dias após Lula ter assinado uma MP (Medida Provisória) que regulamenta o uso de marcas, símbolos oficiais e direitos de transmissão e de mídia para a Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho.
Segundo Samir Xaud, da CBF, a Copa do Mundo de Clubes de 2029 não esteve entre os temas discutidos. No entanto, ele reforçou a intenção brasileira de sediar o evento.
“A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso, mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar sua candidatura para 29”, afirmou.
No domingo (25) a Fifa lançou no Rio de Janeiro a marca oficial da Copa Feminina, que será disputada em 2027 em oito cidades brasileiras. Serão 32 seleções participantes, que jogarão em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.
Para as oito cidades-sedes, a lei prevê áreas de restrição comercial e publicidade em regiões delimitadas ao redor dos estádios e dos espaços da Fifa Fan Festival. A medida tem como foco coibir o chamado marketing de emboscada, quando outras marcas tentam se aproveitar ou se apropriar indevidamente do evento. É uma medida habitual em megaeventos culturais e esportivos.
A escolha do Brasil para sediar a Copa foi anunciada em maio de 2024 em Bancoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Bélgica, Alemanha e Holanda.
A MP assinada por Lula na sexta-feira (23) estabelece ainda que a proteção aos direitos comerciais e de marketing não significa dispensa ou flexibilização de normas sanitárias, de defesa do consumidor e de proteção à criança e ao adolescente da legislação nacional, que continua totalmente aplicável às ações publicitárias da Copa.
Sobre a transmissão das partidas, a Fifa se comprometeu a oferecer trechos de até 3% da duração das partidas para fins informativos às emissoras que não detém os direitos. A entidade tem a exclusividade na gestão da captação de imagens e sons do evento.
Por fim, o documento prevê sanções civis a quem usar indevidamente os símbolos oficiais, realizar exibições públicas não autorizadas para fins comerciais ou comercializar ingressos de forma irregular.
A série de medidas faz parte do protocolo realizado em todos os eventos do gênero realizados no Brasil, como ocorreu quando o Brasil sediou a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos (2016).
Também presente no encontro no Palácio do Planalto, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, teve uma breve conversa com Lula, de quem ele ouviu, em tom descontraído, um pedido para treinar o Corinthians depois que terminar seu contrato com a CBF.
O presidente também eligiou o treinador italiano e demonstrou confiança na trajetória do Brasil na Copa do Mundo de 2026. “Você tem a autoridade moral, nesse instante, que nenhum técnico brasileiro tem”, disse Lula.
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