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Um novo avanço no tratamento da doença de Alzheimer deve chegar ao Brasil ainda este ano. O medicamento lecanemabe, já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tem previsão de começar a ser comercializado no país a partir do fim de junho de 2026, trazendo novas perspectivas para pacientes em estágio inicial da enfermidade.
Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o lecanemabe atua diretamente em um dos principais mecanismos da doença: o acúmulo de placas beta-amiloide no cérebro, associadas à destruição de neurônios e à perda progressiva de funções cognitivas, como memória e raciocínio.
Como o medicamento funciona
O tratamento utiliza um anticorpo monoclonal com ação dupla: além de remover as placas tóxicas já existentes no cérebro, também ajuda a impedir a formação de novas estruturas associadas à progressão do Alzheimer.
Estudos clínicos indicam que o uso do lecanemabe pode reduzir em cerca de 27% o declínio cognitivo ao longo de 18 meses. Na prática, isso pode significar mais tempo de autonomia, preservação da memória e melhor qualidade de vida para os pacientes.
Forma de aplicação
O medicamento não é administrado por via oral. O tratamento é feito por infusão intravenosa em ambiente clínico, geralmente a cada duas semanas, com acompanhamento médico contínuo para monitorar possíveis efeitos adversos.
Quanto vai custar
O custo mensal do tratamento já foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e deve variar entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62, dependendo de fatores como impostos estaduais e características do paciente.
Apesar da chegada ao mercado, ainda não há previsão de cobertura por planos de saúde nem incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode limitar o acesso inicial ao tratamento.
Um novo cenário no tratamento
O lecanemabe faz parte de uma nova geração de medicamentos que não apenas tratam sintomas, mas atuam diretamente nos mecanismos biológicos do Alzheimer. Especialistas destacam que, embora não represente a cura da doença, o avanço é considerado significativo após décadas com poucas opções terapêuticas eficazes.
Com a expectativa de ampliação dessas terapias, o cenário do tratamento da doença começa a mudar, trazendo novas possibilidades para pacientes e familiares que convivem com uma condição ainda sem cura, mas cada vez mais compreendida pela ciência.
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