Partido do Ministro Boulos diz que vai lançar William Siri para mandato-tampão no Rio. Só faltou combinar com Lula que tem seu candidato

Boulos e Quaquá no centro de negociação entre PT e PSOL no Rio

Partido do Ministro Boulos diz que vai lançar William Siri para mandato-tampão no Rio. Só faltou combinar com Lula que tem seu candidato

Decisão partidária pode gerar conflito com governo Lula e exigir articulação política de Boulos e Quaquá

O diretório estadual do PSOL no Rio de Janeiro oficializou a decisão de lançar candidato próprio para disputar o mandato-tampão de governador do estado, criando um cenário de potencial tensão com o governo federal. A escolha será feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nos próximos meses, após a saída de Cláudio Castro do governo para concorrer ao Senado pelo PL.

Três nomes disputam indicação em contexto delicado

A definição do candidato psolista ainda não foi fechada, mas o partido trabalha com três pré-candidatos: William Siri, Glauber Braga e Thais Ferreira. A decisão, no entanto, ganha complexidade adicional considerando a presença do PSOL no governo federal através de Guilherme Boulos, que ocupa o importante Ministério das Cidades.

O vereador carioca William Siri emerge como favorito na disputa interna, enquanto dirigentes avaliam que Glauber Braga, com forte projeção nacional, possui grandes chances de reeleição para a Câmara dos Deputados. A estratégia partidária busca equilibrar ambições locais com compromissos federais.

Governo Lula entre aliados em rota de colisão

A decisão do PSOL de lançar candidatura própria pode gerar desconforto no Palácio do Planalto, uma vez que o presidente Lula já sinalizou apoio à candidatura de André Ceciliano, do PT, para o mandato-tampão. A situação se torna ainda mais delicada considerando que Washington Quaquá, importante liderança política, possui influência significativa no governo federal.

Fontes próximas ao governo federal indicam que será necessária uma articulação política envolvendo Guilherme Boulos e Washington Quaquá para ajustar a rota dos dois partidos aliados. O presidente Lula, conhecido por sua habilidade de mediação, deverá ser chamado a intervir para evitar desgastes desnecessários entre as legendas que compõem sua base de apoio.

Estratégia partidária em xeque com compromissos federais

A prioridade declarada do PSOL de expandir sua bancada federal entra em conflito direto com os interesses do governo Lula no Rio de Janeiro. Dirigentes psolistas reconhecem que a decisão pode impactar as relações com o Planalto, mas defendem o direito do partido de ter representação própria em disputas estaduais relevantes.

A presença de Guilherme Boulos no primeiro escalão do governo federal adiciona uma camada extra de complexidade à situação. Como ministro das Cidades, Boulos precisa equilibrar os interesses partidários com sua responsabilidade governamental, especialmente em um estado estratégico como o Rio de Janeiro.

Cenário de negociação se desenha nos bastidores

Nos bastidores políticos, já começaram as articulações para encontrar uma solução que preserve tanto os interesses do PSOL quanto a unidade da base governista. Washington Quaquá, com sua influência no governo federal, emerge como peça-chave nessas negociações, podendo servir como ponte entre as aspirações partidárias e os compromissos com o Planalto.

A situação exige delicadeza política, considerando que o Rio de Janeiro representa um estado crucial para o projeto de poder do governo Lula. A fragmentação da esquerda em uma disputa como o mandato-tampão pode ter reflexos nas eleições gerais de outubro, quando a unidade será fundamental para enfrentar a direita.

Outros partidos observam movimentação da esquerda

Enquanto PT e PSOL negociam nos bastidores, outros partidos aproveitam para consolidar suas candidaturas. O PL trabalha com Douglas Ruas e Nicola Miccione como opções, buscando manter alguma influência no executivo estadual após a saída de Cláudio Castro.

A disputa na Alerj, que será decidida por voto aberto, ganha contornos de teste para a capacidade de articulação política do governo federal no estado. O resultado pode servir como termômetro para as eleições de outubro, especialmente considerando a importância estratégica do Rio de Janeiro no cenário nacional.

Definição aguarda articulação do Planalto

A escolha final do candidato psolista deve aguardar as negociações em Brasília, com Guilherme Boulos e Washington Quaquá atuando como intermediários entre os interesses partidários e as diretrizes do governo federal. O presidente Lula, reconhecido por sua capacidade de costurar acordos políticos, será fundamental para encontrar uma solução que preserve a unidade da base governista.

A decisão final pode redefinir não apenas a disputa pelo mandato-tampão, mas também os rumos da aliança entre PT e PSOL no Rio de Janeiro, com reflexos diretos nas eleições de outubro e na governabilidade federal.

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 Com informações Guilherme Amado

Por Jornal da República em 23/02/2026
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