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Pré-candidatos a deputados estaduais tentaram levar um cartaz em tamanho real de Jair Bolsonaro para a frente da Faculdade de Filosofia da Unidade Federal de Minas Gerais.
Eles queriam propor um debate sobre os governos Lula e Bolsonaro, oferecer R$500 para quem provasse que Lula era melhor e filmar tudo para postar nas redes sociais.
O que aconteceu depois não estava nos planos.
Na tarde de quarta-feira (22), os pré-candidatos a deputados estaduais Marília Amaral, de Minas Gerais, e Douglas Garcia, de São Paulo, chegaram ao Campus Pampulha da universidade.
Em pouco tempo, o debate foi ficando mais quente. Estudantes organizaram um protesto, chamando os visitantes de "fascistas".
A discussão evoluiu para troca de xingamentos, empurrões e socos. A segurança da universidade teve de intervir.
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O que cada lado diz?
Douglas Garcia, que já protagonizou episódio semelhante na USP, afirmou que entrou em um espaço público para promover o debate, que foi agredido e que reagiu. Além disso, ele afirmou que a ação foi premeditada por parte dos manifestantes.
Marília Amaral disse que o intuito era levar o debate para dentro da universidade.
"Fomos levar um debate para dentro da universidade, mas o pessoal do amor não sabe debater."
Do outro lado, o Diretório Acadêmico da Fafich divulgou um manifesto em vídeo.
"Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático. Estamos em abril e os candidatos da extrema-direita buscam a todo custo disputar uma base. Mas na UFMG nós não permitimos que isso aconteça", disseram os estudantes.
A realidade vai além do que aconteceu em UFMG
Hostilidade a ideias divergentes, repressão velada e militância travestida de representação estudantil não são exclusividade de um evento. Para muitos alunos e professores, essa é a rotina dentro das universidades brasileiras.
Há salas com paredes pichadas, banheiros depredados e aulas onde a ideologia pesa mais do que o conteúdo.
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