Prefeitura do Rio dobra o número de vagas para o programa Jovens Cientistas Cariocas e lança selo para reconhecer empresas parceiras do projeto

Certificação será concedida a empresas que promovam a contratação e a formação de jovens cientistas

Prefeitura do Rio dobra o número de vagas para o programa Jovens Cientistas Cariocas e lança selo para reconhecer empresas parceiras do projeto

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, participou, nesta quinta-feira (28/05), da aula inaugural da edição de 2026 do Programa Jovens Cientistas Cariocas (JCC), que reuniu os 100 estudantes selecionados na Nave do Conhecimento do Engenhão, e informou que no próximo ano o número de participantes irá dobrar. Ainda durante o evento, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCT) lançou o Selo de Responsabilidade Social Empresa Parceira dos Jovens Cientistas, certificação voltada ao reconhecimento de empresas que promovam a inserção qualificada de jovens cientistas no mercado de trabalho.

— Sempre bom a gente ter a dimensão que os Jovens Cientistas Cariocas carregam também uma missão com eles: missão de ter orgulho do Brasil, missão de olhar para o futuro com muito otimismo, com muita esperança de que as soluções para esses desafios que a gente vive no Rio, no Brasil e no mundo certamente vão vir do conhecimento, da ciência e da pesquisa. Por isso, a gente está escolhendo mais 100 jovens cientistas cariocas, para que eles possam espalhar conhecimento e esperança nos territórios da cidade — disse o prefeito Eduardo Cavaliere.

Ciente da importância do programa para os jovens e a cidade do Rio, Cavaliere informou que, para o próximo ano, ele será ampliado. E um total de 200 jovens serão selecionados.
Thamires de Paula, que fez faculdade de Farmácia, participou do programa no ano passado em iniciação científica e este ano atua como monitora. Ao entrar no programa, ela desenvolveu um projeto de cosmetologia, que estuda e desenvolve cosméticos. 

— O programa mudou minha vida porque foi aqui que eu percebi que eu era cientista e que os projetos que eu fazia na faculdade eram ciência. E foi assim que entendi que precisava impactar a comunidade. Foi aqui que nasceu meu projeto Cosmo Afro, por não ver representatividade em outros projetos de cosmetologia. Como eu não tinha respostas, eu resolvi criar meu projeto, que também virou meu projeto de conclusão de curso da universidade — disse a estudante.

Selo de Responsabilidade Social Empresa Parceira dos Jovens Cientistas

O Selo foi criado para reconhecer e valorizar empresas que integrem jovens cientistas em atividades ligadas à ciência, tecnologia e inovação no município do Rio. As atividades desenvolvidas devem ser compatíveis com a formação acadêmica dos participantes e contribuir para seu desenvolvimento profissional.

Podem participar pessoas que concluíram a formação do Programa Jovens Cientistas Cariocas, promovido pela SMCT; bolsistas de graduação, mestrado ou doutorado de institutos de pesquisa de todo o país; e estudantes e ex-estudantes bolsistas de escolas técnicas.
Poderão receber o Selo as empresas que mantiverem vínculo formal com jovens cientistas por meio de estágio, bolsa, emprego ou programas de formação técnico-científica. Também serão considerados critérios relacionados à adoção de boas práticas alinhadas aos princípios de responsabilidade social, diversidade e inclusão.

— Cada vez mais, é necessário que o poder público atue na articulação e mobilização de empresas, instituições e entidades privadas, entre outros agentes geradores de emprego e renda, para ampliar as oportunidades de inserção de jovens cientistas no mercado de trabalho. O Selo reforça a relevância dessa iniciativa e reconhece empresas comprometidas com práticas responsáveis —, ressalta o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Gabriel Medina.

O Programa Jovens Cientistas Cariocas apoia e financia estudantes universitários e de institutos federais residentes na cidade do Rio de Janeiro com bolsas de R$ 800 mensais. A iniciativa conecta o conhecimento acadêmico à solução de problemas práticos nos territórios e amplia o impacto social da produção científica na cidade.

Por Jornal da República em 28/05/2026
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