Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
A política de Maricá, principal reduto do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro, enfrenta um terremoto institucional que redefine as forças para 2026.
O rompimento público entre o prefeito Washington Quaquá e seu sucessor, o ex-prefeito Fabiano Horta, transformou a estabilidade governista em um campo de batalha aberto. O embate, que agora envolve denúncias à Polícia Federal, expõe uma ferida profunda na gestão da cidade que mais cresce no estado.
Nesse cenário de fragmentação, o vereador Ricardinho Netuno, do PL, oficializou sua pré-candidatura a deputado federal, posicionando-se como o único nome de oposição. Segundo parlamentar mais votado em 2024, Netuno tenta canalizar a insatisfação de eleitores que assistem ao racha da esquerda. Sua entrada estratégica visa aproveitar a pulverização de votos entre os três candidatos ligados à máquina municipal, que agora disputam o mesmo espólio eleitoral.
A ruptura no coração do poder
O clima de cordialidade deu lugar a acusações de traição que sacudiram o diretório estadual do PT. Washington Quaquá utilizou suas redes sociais para declarar guerra política contra Fabiano Horta e o vice-prefeito Joãozinho. O prefeito alega ter descoberto movimentações dos antigos aliados para prejudicá-lo junto a órgãos federais de investigação. Essa divisão interna coloca em risco a continuidade de um projeto que durava quase duas décadas na cidade.
A disputa pela Câmara Federal é o ponto central desse conflito, com o lançamento de nomes que antes caminhavam juntos. De um lado, p neófito na dispuuta Diego Zeidan Quaquá, ex-vice Prefeito de Fabiano Horta e atual presidente estadual do PT e filho do prefeito, tenta consolidar o legado familiar. Do outro, Fabiano Horta mantém sua pré-candidatura com o apoio de setores da administração, criando uma dualidade que confunde a militância e enfraquece a hegemonia petista local.
O fator oposição e a fragmentação
Enquanto o governo se divide, Ricardinho Netuno aposta em uma estratégia de polarização direta com o modelo de gestão atual. Como único representante da oposição na corrida federal, o vereador do PL evita o desgaste do "fogo amigo" que consome seus rivais. Analistas indicam que a manutenção de três nomes governistas — Zeidan, Horta e Celso Pansera — pode facilitar a eleição de um opositor por quociente eleitoral.
As investigações da Polícia Federal, citadas por Quaquá em seus desabafos, lançam uma sombra de incerteza sobre o processo eleitoral em Maricá. A judicialização da política local promete ser uma tônica constante nos próximos meses, afetando a imagem de gestores públicos. O uso da máquina e a influência das royalties do petróleo tornam-se, agora, temas de debate central para uma população que observa o racha da cúpula.
O destino político de Maricá atravessa sua crise mais severa, marcada pelo fim de uma aliança que parecia inabalável. A disputa entre Quaquá e Horta não é apenas eleitoral, mas um duelo de sobrevivência política que abre flancos inéditos para a oposição. O resultado das urnas em outubro dirá se o município continuará sendo o bastião do PT ou se a fragmentação interna entregará o comando ao Partido Liberal.
#Maricá #WashingtonQuaquá #FabianoHorta #RicardinhoNetuno #DiegoZeidan #PolíticaRJ #Eleições2026 #PTRJ #PLRJ #GuerraPolítica
Resumindo
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!