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A reação do governo brasileiro às ofensas do presidente argentino Javier Milei contra Lula ganhou ampla repercussão na Argentina. O canal C5N e outros veículos do país destacaram a decisão do Itamaraty de convocar o embaixador argentino em Brasília e chamar para consultas o representante brasileiro em Buenos Aires — um dos protestos diplomáticos mais fortes entre os dois países em décadas.
A nota do Itamaraty
A cobertura argentina enfatizou o trecho da nota oficial em que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirma não haver precedentes de um presidente estrangeiro que, em solo nacional, tenha dirigido ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, ao Judiciário e ao povo brasileiro.
O que motivou a crise
Durante a convenção do PL em São Paulo, Milei insultou Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes, além de manifestar apoio a Jair e Flávio Bolsonaro. O presidente do STF, Edson Fachin, também condenou os ataques do argentino ao Judiciário brasileiro.
Leitura de analistas argentinos
Segundo o C5N, diplomatas e analistas locais avaliam que a atitude de Milei representa uma das imprudências diplomáticas mais graves desde a redemocratização argentina, em 1983 — sobretudo por colocar em risco a relação com o principal parceiro comercial do país, já que sua agenda no Brasil se resumiu ao apoio à candidatura de Flávio, sem qualquer encontro institucional com o governo brasileiro.
Com informações do C5N / Brasil 247
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