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Convenções realizadas no mesmo dia selam aliança que reúne de PT a setores do centrão; Jane Reis (MDB) é confirmada como vice e Pedro Paulo e Benedita da Silva disputam o Senado
O Rio de Janeiro viveu nesta segunda-feira, 20 de julho, o Dia D do calendário eleitoral de 2026. Em convenções simultâneas na Zona Sul do Rio, PSD, MDB e Podemos oficializaram suas chapas e declararam apoio à candidatura de Eduardo Paes ao governo do estado — consolidando uma frente ampla que reúne desde o PT até setores do centrão.
O PSD confirmou Paes como candidato ao Palácio Guanabara em convenção realizada em Botafogo. A chapa majoritária terá a advogada Jane Reis (MDB) como vice-governadora, o deputado federal Pedro Paulo (PSD) e a ex-senadora Benedita da Silva (PT) como candidatos ao Senado — duas vagas em disputa neste pleito. O MDB e o Podemos também realizaram suas convenções no mesmo dia e referendaram o apoio à candidatura.
Jane Reis: a vice que simboliza a ponte com a Baixada
Ao lado de Paes, Jane Reis foi confirmada como candidata a vice-governadora. Advogada, evangélica e natural da Baixada Fluminense, a escolha carrega um simbolismo político estratégico. Irmã de Washington Reis — presidente estadual do MDB, ex-prefeito de Duque de Caxias e ex-secretário estadual de Transportes —, Jane representa a influência da família Reis, uma das mais tradicionais na política da Baixada.
Durante o discurso, Paes destacou que a candidatura dela representa a presença de uma mulher, evangélica e da Baixada Fluminense na chapa. O gesto é visto como um movimento para consolidar a influência do MDB no segundo maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da capital.
O discurso de Paes: frente ampla e promessas de reconstrução
Em seu pronunciamento, Eduardo Paes afirmou que representa uma "frente ampla" e prometeu governar para todos os fluminenses. "O meu recado para o povo do interior, para o homem e para a mulher do campo, para aqueles que estão no setor turístico, para a atividade industrial do interior: tenham a certeza de que eu serei o governador mais dedicado à Baixada, Região Metropolitana, incluindo São Gonçalo, Itaboraí e o interior do estado", declarou.
O candidato elencou prioridades de campanha. Na mobilidade urbana, prometeu tirar do papel a Linha 3 do metrô — projeto que ligaria Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, mas que há décadas enfrenta entraves técnicos e orçamentários. Também prometeu restaurar as estradas do estado, mencionando a situação precária de rodovias estaduais.
Na segurança pública, Paes fez sua declaração mais contundente: "O tempo em que o estado se acovardava acabou. Teremos uma polícia guiada por evidências, não por política. A Alerj não vai mais mandar na segurança. Os deputados não vão mais indicar delegados."
A convenção do MDB: Washington Reis comanda a engrenagem
Presidida por Washington Reis, a convenção estadual do MDB oficializou os candidatos a deputado federal e estadual, além de deliberar sobre a composição da chapa majoritária. O movimento consolida a aliança entre PSD e MDB —
costurada ao longo dos últimos meses e que coloca o partido como peça central na engrenagem de sustentação política da candidatura de Paes.
Washington Reis, que preside o diretório estadual do MDB, já foi deputado estadual, deputado federal e prefeito de Duque de Caxias, além de secretário estadual de Transportes. A força eleitoral da família na Baixada Fluminense é considerada um dos principais ativos políticos da chapa.
O calendário eleitoral e a reta final das convenções
As convenções partidárias ocorrem até o dia 5 de agosto. Depois disso, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia 16 de agosto.
Nas eleições de 4 de outubro, os brasileiros vão escolher presidente, governador, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais. No Rio de Janeiro, a disputa ao governo tem como principal adversário de Paes o atual governador Cláudio Castro (PL).
Trajetória de Eduardo Paes
Eduardo da Costa Paes nasceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1969. Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), iniciou a carreira política aos 23 anos como subprefeito da Zona Oeste na primeira gestão de Cesar Maia. Foi vereador, deputado federal por duas vezes e secretário municipal e estadual antes de conquistar a prefeitura do Rio em 2008.
Reeleito em 2012 e novamente em 2020 e 2024, tornou-se o prefeito com mais tempo no comando da capital fluminense — 4.827 dias em quatro mandatos, ultrapassando o próprio Cesar Maia. Entre as marcas de sua gestão estão a recuperação do Transoeste, a inauguração do Transbrasil integrado ao Terminal Intermodal Gentileza, a criação do Super Centro Carioca de Saúde e a construção dos Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs). Também organizou grandes eventos internacionais, como o G20.
Fontes: G1 — PSD lança Eduardo Paes como candidato ao governo; O Globo — PSD oficializa candidatura de Paes que chama governos anteriores de 'organização criminosa'; Folha de S.Paulo — PSD confirma Paes como candidato ao governo do RJ; CNN Brasil — MDB declara apoio à candidatura de Paes; Wikipedia — Eduardo Paes; Site oficial de Eduardo Paes; CRECI-RJ — Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes; InfoMoney — Eduardo Paes deixa prefeitura com legado de obras e projetos não concluídos; Metrô CPTM — Paes volta a citar Linha 3 do metrô
Eduardo Paes — Perfil
Eduardo da Costa Paes, 56 anos, é bacharel em Direito pela PUC-Rio e construiu uma das carreiras políticas mais longevas do estado. Aos 23 anos, foi subprefeito da Zona Oeste e, desde então, acumulou mandatos de vereador, deputado federal e prefeito do Rio por quatro mandatos — tornando-se o chefe do Executivo municipal com mais tempo no cargo na história da cidade. Durante suas gestões, entregou obras estruturantes de mobilidade urbana como o Transbrasil e o Terminal Gentileza, o Super Centro Carioca de Saúde, além de ter sediado eventos internacionais como o G20. Casado e pai de dois filhos, Paes disputa o governo do estado pela terceira vez, agora apoiado por uma coligação que reúne PSD, MDB, PT, PSB, PDT, PSDB, Solidariedade e Podemos.
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