Segurança ainda é o Tendão de Aquiles do Rio de Janeiro

Segurança ainda é o Tendão de Aquiles do Rio de Janeiro

As forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro apreenderam em 2025 um total de 6.113 armas de fogo, sendo que dessas 920 eram fuzis, verdadeiras armas de guerra, um recorde para o estado. Esses números assustam, já que essa pode ser considerada a maior apreensão desde 2015, representando em média 2,5 fuzis apreendidos diariamente segundo estatística das autoridades, sendo que a maioria desses fuzis foram apreendidos em comunidades controladas pelo tráfico e pela milícia nas Zonas Norte e Oeste da cidade.  

Não há dúvidas que o governo do Estado tem se empenhado com vigor para tentar barrar esse avanço da violência, inclusive já solicitamos ao governador interino, desembargador Ricardo Couto, a continuidade do "Barricada Zero"; mas como diz o velho ditado, uma andorinha só não faz verão. Se não houver a participação robusta do Governo Federal nesse momento tão delicado para na cidade, é provável que os cariocas ainda tenham que conviver por muitos anos, com barricadas nas vias públicas e nas comunidades e com o horror de vermos ônibus sendo sequestrados colocando em risco a vida dos usuários e dos profissionais que precisam sair diariamente para garantir o sustento de suas famílias.

O Rio de Janeiro, uma das cidades turísticas mais visitadas em todo o mundo, não possui e não produz que eu saiba, fuzis em série; por isso existe a necessidade de uma maior  atenção por parte do governo federal, principalmente no que diz respeito as operações de fiscalização nas fronteiras, aeroportos e rodoviárias para combater a entrada de drogas, munições e armamentos pesados, criando inclusive uma política nacional que possa enfrentar diretamente o tráfico e aplicar o rigor da lei.

Por fim, os moradores da Cidade Maravilhosa, principalmente aqueles que residem em bairros que são dominados por traficantes e milicianos que decidem o horário de ir e vir das pessoas, precisam se sentir seguros de que poderão sair para irem trabalhar e terem a certeza de que voltarão para casa em segurança. O Rio de Janeiro não pode ser esquecido.

Dionísio Lins - deputado estadual e presidente da Comissão de Transportes da ALERJ

Por Jornal da República em 28/05/2026
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