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O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do prazo da eleição para as 19 horas. A decisão foi oficializada após o fim do horário programado inicialmente, às 17 horas.
Após a medida, o senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo), informou que abriu um pedido de impeachment contra o ministro.
“Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado. Além disso, com claro indício de suspeição pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula”
Indicado por Lula para a vaga no STF, o ministro Zanin foi sorteado para relatar o pedido da campanha do presidente para estender o horário da votação. O ministro era advogado do presidente durante a Lava Jato.
Como a decisão chegou atrasada, 0,25% das urnas apuradas mostraram Lula à frente com 57,66% dos votos válidos com 42,34% para Flávio.
Decisão pode impactar votos tardios
Os votos tardios podem ser impactados por conta de um fator chamado de “efeito bandwagon”, ou efeito carona.
Isso significa que há tendência dos eleitores a votarem em candidatos que aparecem na frente graças à tendência mental do ser humano de nos ancorarmos em decisões da maioria.
PT alega problemas com os ônibus
A justificativa do partido para seguir com o aumento de tempo foram as acusações de que diversas cidades ao redor do país não tiveram 100% da frota de ônibus disponibilizada.
O STF havia garantido que os ônibus devem seguir com frota equivalente aos dias de semana e de maneira gratuita.
Na decisão, a Corte afirma que isso “tem o potencial de criar, na prática, um novo tipo de voto censitário, que retira dos mais pobres a possibilidade de participar do processo eleitoral”.
"O encerramento às 17h pressupõe que o eleitor tenha tido, durante todo o período de votação, condições regulares de acesso à seção. A própria lei afasta a rigidez do horário em favor do eleitor presente, o que revela a prioridade do sistema: o exercício do sufrágio prevalece sobre o termo final quando o impedimento não é imputável ao eleitor", completa.
Segundo os advogados do PT, na capital paulista apenas 60% da frota estava disponível para o público.
O secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, chegou a ter a prisão decretada após parte da frota ficar na garagem. Os ônibus estavam adesivados com símbolos do PT.
Casos semelhantes também teriam acontecido na Paraíba e no Rio de Janeiro, segundo o partido.
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