Tenente-coronel Emílio Mendonça defende transparência na pré-candidatura de André Português ao governo do Rio

Bombeiro e gestor municipal apostam em experiência operacional para reformular defesa civil fluminense

O tenente-coronel Emílio Mendonça, pré-candidato a deputado federal pelo Partido Republicano, participou da coletiva de imprensa do pré-candidato a governador André Português e ofereceu diagnóstico que conecta gestão municipal bem-sucedida em Miguel Pereira com potencial transformador para o estado do Rio de Janeiro.

A declaração pública marcou o primeiro ato de transparência da candidatura, diferenciando-se de abordagens convencionais que caracterizam campanhas eleitorais tradicionais.

O primeiro ato de transparência como diferencial político

Mendonça ressaltou que convocação de coletiva de imprensa constitui demonstração de comprometimento com abertura institucional.

"O que o André Português faz hoje é o primeiro ato de transparência. Fiz parte da gestão do André em Miguel Pereira e não foi diferente. André sempre fez uma gestão transparente voltada a resultados", afirmou, estabelecendo continuidade entre modelo municipal e proposta estadual.

A ênfase em transparência adquire importância estratégica em contexto em que a sociedade fluminense vivencia vácuo institucional marcado por ausência de lideranças eleitas legitimamente.

A decisão de expor propostas publicamente, convidando a mídia para questionar candidato, oferece contraste com candidaturas que funcionam por meio de estruturas opacas de campanha.

"Quando ele chama a imprensa já demonstra que não tem nada a esconder e que vai deixar claro realmente os seus objetivos e as metas que ele tem para o estado do Rio de Janeiro", afirmou Mendonça.

Experiência operacional como ativo político.

A trajetória de Mendonça no Corpo de Bombeiros oferece material político substantivo para discurso sobre reformulação de defesa civil estadual. "Sou do Corpo de Bombeiros e vivi uma vida intensamente operacional.

Sou formado em operações com cães, sou formado em salvamento de montanha, salvamento de desastre.

Participei de Brumadinho, Petrópolis. De 2010, desde os meus cursos de formação para cá, em todas as operações de grande vulto, eu estava lá funcionando dentro da operação", enumerou Mendonça com precisão que refletia vivência prática.

Esta acumulação de experiências em situações críticas funciona como credencial que diferencia Mendonça de políticos convencionais.

Participação em operações de salvamento em Brumadinho (2019) e Petrópolis (2022), ambas marcadas por perdas significativas de vidas humanas — coloca Mendonça em posição de autoridade moral sobre a importância de preparação e prevenção em defesa civil.

Transição de operacional para gestão como oportunidade de reforma

O ponto de inflexão na carreira de Mendonça foi a passagem de "ponta" operacional para gestão municipal de Defesa Civil em Miguel Pereira. "Quando a gente sai da operação, sai da ponta e vem para um quadro de gestão, a gente consegue visualizar e começa a entender onde estão as dificuldades que eram hora visualizadas lá na ponta", explicou Mendonça, revelando dinâmica em que a experiência de campo oferecia perspectiva que raramente alcança estruturas administrativas.

A identificação de "gargalos e algumas dificuldades, tanto legislativa quanto administrativa", em gestão municipal, sinaliza que o problema não reside apenas em execução, mas em marco legal que estrutura defesa civil no Brasil.

"Não existe local melhor do que dentro do Congresso Nacional para eu defender pautas que vão realmente ajudar a ampliar a gama de Defesa Civil no estado do Rio de Janeiro", propôs Mendonça, sugerindo que reforma significativa exige ação legislativa federal.

Defesa civil como prevenção, não resposta emergencial.

A crítica implícita de Mendonça ao modelo contemporâneo de defesa civil no Brasil emerge em afirmação provocadora: "Hoje, infelizmente, o Estado como um todo espera a população perder tudo para ter que executar algum tipo de ação, quando, na verdade, defesa civil não é isso."

A gente tem que executar prevenção e preparar, botar resiliente a nossa comunidade, nossa sociedade fluminense.

Esta crítica aponta falha sistêmica em que a defesa civil funciona como resposta pós-desastre em lugar de atuar preventivamente. Investimento em capacitação comunitária, mapeamento de riscos e infraestrutura de proteção permaneceriam subordinados a estruturas improvisadas de resposta emergencial.

A proposta de Mendonça inverte a lógica ao priorizar preparação e resiliência comunitária antes de catástrofes ocorrerem.

Diagnóstico sobre situação institucional fluminense

Questionado sobre intervenção judicial no Rio de Janeiro, Mendonça ofereceu resposta que combinava honestidade sobre gravidade com esperança de transformação.

"Chegar nesse ponto é muito triste. A gente mora num estado lindo, um estado com potencial, com extremo potencial turístico, extremo potencial educacional. Isso é literalmente reflexo de uma gestão desequilibrada que vem realmente acometendo o Rio de Janeiro em diversos pontos".

O legado de Miguel Pereira como fundação para o estado

Mendonça concluiu com referência ao "legado que o André Português traz muito forte [de] Miguel Pereira e de trabalho". Esta invocação funcionava como ponte entre êxito municipal comprovado e ambição estadual.

Se Português e Mendonça conseguiram transformar município pequeno em destino turístico e polo econômico, a lógica sugeria que mesmos princípios aplicados em escala estadual poderiam oferecer resultado proporcional.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Por Jornal da República em 11/05/2026
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