'A máquina que é a sua cara': MB Max leva à ABF Rio a maquininha que virou centro de gestão do negócio 'a máquina que é a sua cara'

Marcelo Eckhardt apresenta terminal personalizado com a logomarca do franqueado, cardápio digital, controle de estoque, IA nativa e split automático de royalties

A MB Max escolheu a Expo Franchising ABF Rio 2026 para lançar sua principal aposta do ano: uma maquininha que carrega a identidade visual do lojista. A feira aconteceu entre 5 e 7 de novembro, no Riocentro, com cerca de 100 marcas expositoras.

Marcelo Eckhardt, da MB Max, explicou ao Jornal da República por que a feira era o lugar certo. "A novidade que a gente está trazendo é você ter uma maquininha personalizada, com a sua logomarca.

Estou aqui na Expo porque as franquias que investem em marca e estão buscando parceiros vão poder ter a maquininha com a logomarca delas."

O problema que a personalização resolve

O argumento parte de uma observação sobre o momento da compra. "O pagamento é muito esquecido naquele momento importante, e aí chega uma máquina que não tem nada a ver com a logomarca, participando daquele momento muito importante."

A leitura tem fundamento. Em uma operação de franquia, cada centímetro da experiência é padronizado — do uniforme ao cardápio, da fachada ao guardanapo. O terminal de pagamento costumava ser o único elemento fora do controle da marca, justamente no instante em que o cliente decide quanto gastar.

O que a máquina faz além de cobrar

A personalização, segundo ele, foi apenas o ponto de partida. "A gente viu que não adiantava apenas ter uma personalização da máquina. A gente foi mais adiante, subimos a régua e colocamos um cardápio digital na máquina."

A lista de funções embutidas é extensa: PDV, emissão de nota fiscal, controle de estoque, sugestão de recompra, leitura de entrada de mercadoria e comissão de garçom.

O ciclo de estoque descrito é fechado. "A gente sabe que o estoque está acabando, então a própria maquininha vai sugerir que você faça recompra. Você já vai ter uma lista de produtos que estão faltando.

O empresário imprime a lista, vai ao fornecedor, já sabe até o preço que pagou e compra de novo. Acabou de comprar, pega a maquininha, digitaliza, entra pro estoque de novo."

A IA que substitui funções operacionais

O ponto mais destacado da entrevista foi a inteligência artificial nativa, apresentada como resposta a um problema concreto de mercado: a escassez de mão de obra qualificada.

"Com essa dificuldade dos empresários, a máquina resolveu isso para você. Porque a máquina tem uma IA nativa. O empresário vai ter ali o seu gerente, o seu agente de cozinha, o seu estoquista."

O exemplo dado foi de gestão preditiva. "A própria maquininha vai falar com você dizendo: 'vai faltar algum produto, vai ter um feriado aí, você tem que comprar descartável.' E ajuda a gerenciar a mesa."

A comissão do garçom e o fim do constrangimento

Um dos trechos mais específicos tratou da divisão de gorjetas e comissões. "Tem um detalhe que eu conversei com todo mundo aqui: a dificuldade da separação da comissão do garçom."

A solução embutida elimina uma prática comum e malvista. "A gente viu depoimentos de locais que têm a máquina de cartão e o garçom tem um QR Code dele. Isso é muito chato e constrangedor.

A gente explica na máquina a comissão do garçom: ele vai apresentar a máquina com a logomarca e fica tranquilo, porque a parte dele já vai estar separada para receber."

O detalhe é relevante para o setor de alimentação. A cobrança de gorjeta por QR Code pessoal, feita pelo próprio garçom, costuma gerar desconforto no cliente e disputa interna nas equipes. Resolver isso no sistema é, na prática, gestão de pessoas.

O split do royalty

Para o franqueador, a função mais estratégica é o split automático. "O franqueador vai ter já ali o split do royalty já debitado na máquina."

Isso resolve um problema antigo do franchising: a cobrança de royalties depende de faturamento declarado pelo franqueado, o que cria margem para divergência.

Com o repasse vinculado à transação, a receita da franqueadora deixa de depender de conferência contábil posterior.

O mercado que explica a aposta

A estratégia da MB Max não é movimento isolado, mas resposta a uma mudança estrutural nos meios de pagamento.

Com a taxa de desconto caindo — o MDR médio no crédito ficou em 2,09% no segundo trimestre de 2026, segundo o Banco Central, e o desconto médio cobrado dos estabelecimentos caiu de 2,24% para 2,11% em um ano —, o terminal deixou de ser fonte de receita por si só.

Adquirentes e subadquirentes passaram a disputar o lojista pelo pacote: conta digital, gestão, delivery e crédito.

O volume sustenta a corrida. As compras com cartão somaram R$ 2,3 trilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 8% sobre 2025, segundo a Abecs. E o pagamento por aproximação já responde por 72,8% das transações presenciais.

Indicador de mercado Dado
Compras com cartão (1º sem/2026) R$ 2,3 trilhões (+8%)
Aproximação nas transações presenciais 72,8%
MDR médio — crédito (2º tri/2026) 2,09%
MDR médio — débito 1,05%
Desconto médio no crédito 2,24% → 2,11% em um ano
Franchising no Rio de Janeiro +9,3%, R$ 13,7 bilhões

A escolha de lançar o produto em uma feira de franquias tem lógica própria. Redes com dezenas ou centenas de unidades padronizam tudo por contrato — e um terminal personalizado com split automático é exatamente o tipo de solução que se vende para a franqueadora, não para o lojista individual.

O balanço da feira

Marcelo encerrou a entrevista com a leitura de quem participou dos três dias. "A gente está muito feliz lançando essa empresa.

Fechamos muita parceria aqui na ABF. Não existiria lugar melhor para o nosso público-alvo, para que a gente ajude esse Brasil a empreender."

O slogan apresentado resume a proposta: "A MB Max é a solução que faltava para a sua empresa. É a máquina que é a sua cara."

Os canais de contato divulgados foram o site mbmax.com.br e o perfil @mbmax.

Bio de Marcelo Eckhardt

Marcelo Eckhardt representa a MB Max, empresa brasileira de soluções em meios de pagamento e gestão para pequenos e médios negócios, com atuação voltada ao mercado de franquias.

Sua tese comercial é que o terminal de pagamento não deve ser um aparelho genérico no balcão, mas parte da experiência da marca: defende que o momento do pagamento é decisivo na jornada de compra e que uma máquina sem a identidade do lojista quebra a padronização construída pela rede.

Sob essa premissa, apresentou na Expo Franchising ABF Rio 2026 uma linha de maquininhas personalizadas com a logomarca de cada franqueado, que vai além da estética ao incorporar funções de operação — cardápio digital integrado, PDV, emissão de nota fiscal, controle de estoque com alerta de reposição e sugestão de recompra, leitura de entrada de mercadoria por digitalização e gestão de mesas.

A solução inclui ainda dois recursos de impacto direto na relação comercial: o cálculo e a separação automática da comissão de garçons — eliminando a prática constrangedora do QR Code pessoal — e o split automático de royalties, que debita o repasse ao franqueador no momento da transação e reduz a dependência de declaração posterior de faturamento.

Sua aposta mais recente é a IA nativa embutida na máquina, posicionada como resposta à escassez de mão de obra qualificada no varejo de alimentação: o sistema atua como gerente, agente de cozinha e estoquista, antecipando necessidades de compra, avisando sobre feriados e sugerindo reposição.

Em novembro de 2026, lançou a operação na feira do Riocentro e celebrou o volume de parcerias fechadas durante os três dias do evento: "Não existiria lugar melhor para o nosso público-alvo, para que a gente ajude esse Brasil a empreender."

Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Antonio Lemos, @djportugues

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Por Jornal da República em 08/11/2026
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