ADVOGADOS VÃO AO TRE PARA BARRAR DIPLOMAÇÃO DE JOÃO PIRES POR CONEXÃO COM O CRIME ORGANIZADO E 'MILÍCIA DE GRAVATA'

Bancada jurídica aciona o tribunal com denuncia eleitoral: esquema bilionário de combustíveis, vazamento de blitzes do Procon e a captura do Estado pelas engrenagens do crime organizado.

ADVOGADOS VÃO AO TRE PARA BARRAR DIPLOMAÇÃO DE JOÃO PIRES POR CONEXÃO COM O CRIME ORGANIZADO E 'MILÍCIA DE GRAVATA'

O submundo do crime e os gabinetes do poder acabam de colidir nos corredores do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. 

Em uma ofensiva jurídica fulminante distribuída ao gabinete da Corregedoria Regional Eleitoral, sob relatoria do desembargador Fernando Cerqueira Chagas, o candidato a deputado estadual Leonardo José do Patrocínio protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral exigindo que a Justiça Eleitoral casse e impeça a diplomação de João Vitor Pires Nascimento, o recém-eleito "João Pires" (PSD).

A acusação é nitroglicerina pura para a política fluminense: a transformação de órgãos públicos em extensão operacional do crime organizado através da chamada "milícia burocrática" ou "milícia de gravata".

A TROPA DE CHOQUE DOS ADVOGADOS NO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

Na linha de frente da batalha que promete incendiar a Assembleia Legislativa antes mesmo da posse, está uma bancada de advogados decidida a arrancar as máscaras do poder. 

A petição inicial leva a assinatura de Victor Travancas de Mendonça — mestre e doutor em Direito Constitucional —, Ralph Anzolin Lichote e do próprio Leonardo José do Patrocínio Aragão dos Santos Lau, que advoga em causa própria.

Em uma peça processual implacável, o trio de juristas montou um cerco milimétrico contra a infiltração de quadrilhas no aparelho do Estado. 

Evocando a memória e a linhagem do lendário abolicionista José do Patrocínio logo na abertura dos trabalhos, os advogados sustentam que o combate ao crime organizado no Rio não se trava apenas nas favelas com fuzis, mas dentro das salas refrigeradas da administração pública.

A tese central desenhada pelos juristas fundamenta-se em precedentes do próprio TRE-RJ sobre a "milícia burocrática": estruturas criminosas que não dominam territórios pela pólvora, mas sequestram orçamentos, cargos e prerrogativas estatais para blindar negócios escusos e alavancar candidaturas.

Por Jornal da República em 23/10/2026
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