Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu nesta quarta-feira (2/9) à pressão de senadores da oposição para que ele paute os pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Durante sessão no plenário, Alcolumbre disse estar recebendo "muitas agressões" nos últimos dias por causa do tema e prometeu se manifestar sobre o assunto "no momento adequado".
Em seguida, fez uma alfinetada indireta na família Bolsonaro: lembrou que houve um pedido de R$ 130 milhões feito à mesma pessoa para financiar um filme, e questionou por que agora "o culpado" seria apenas ele e o ministro Moraes.
A fala é uma referência à negociação, revelada pelo Intercept Brasil, na qual o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria tratado diretamente com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, sobre o financiamento da cinebiografia "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo apurações, o valor prometido por Vorcaro giraria em torno de US$ 24 milhões — equivalentes a cerca de R$ 130 milhões.
Contexto da pressão
A cobrança sobre Alcolumbre se intensificou depois que o ministro André Mendonça, do STF, tornou público um relatório da Polícia Federal baseado na análise do celular de Vorcaro. O documento revela trocas de mensagens entre o banqueiro e Moraes ao longo de 13 dias em novembro de 2025, período mais crítico da crise do Banco Master, além de indícios de contratos que somam até R$ 158 milhões entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
Alcolumbre já havia dito, na véspera, que existem atualmente 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF em tramitação no Congresso — número que classificou como fora do normal — mas evitou confirmar se algum deles será levado à pauta.
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!