Fisioterapeutas ganham R$ 5,60 por atendimento: a luta de Dr. Renato de Paula por valorização da categoria

Fisioterapeutas ganham R$ 5,60 por atendimento: a luta de Dr. Renato de Paula por valorização da categoria

Uma sessão de fisioterapia paga por plano de saúde pode valer, em alguns casos, apenas R$ 5,60 — um valor muito inferior ao pago a outras categorias da saúde pelo mesmo tipo de atendimento. A denúncia é do fisioterapeuta e terapeuta ocupacional Dr. Renato de Paula, que levantou a discussão em publicação recente nas redes sociais, reacendendo um debate antigo sobre a remuneração de profissionais que atuam na linha de frente da reabilitação e do cuidado no Brasil.

Para Dr. Renato de Paula, a disparidade expõe uma desvalorização histórica de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais — categorias que atuam diretamente no cuidado com pacientes, muitas vezes em tratamentos longos e contínuos, mas que nem sempre recebem reconhecimento financeiro equivalente. "Amor pela profissão não paga as contas", resume o texto, que reforça o desejo da categoria de exercer a profissão com dignidade e sustentar suas famílias.

Um retrato preocupante da categoria

Segundo dados citados por Dr. Renato de Paula, cerca de 30% dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do país não conseguem viver exclusivamente da profissão — um indicativo de que a desvalorização salarial não é um problema pontual, mas estrutural. Para ele, questões como valorização profissional, condições dignas de trabalho e acesso à capacitação continuada deveriam ser tratadas como necessidades básicas da categoria, e não como privilégios.

Uma trajetória construída na academia e na prática clínica

Antes de se tornar uma voz política na área, Dr. Renato de Paula consolidou uma carreira acadêmica robusta. É mestre e doutor em Bioquímica Médica pela UFRJ, com período de doutorado sanduíche em neurociência no Imperial College London, uma das universidades mais respeitadas do mundo, e pós-doutorado pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da própria UFRJ.

Ao longo da carreira, coordenou o curso de Fisioterapia e a pós-graduação em Neurociências da Reabilitação Física do Instituto Brasileiro de Medicina (IBMR), além de ter coordenado o curso de Neurociências da Reabilitação na Universidade Veiga de Almeida e lecionado na Universidade Univeritas-RJ. Também esteve à frente da coordenação de um curso de capacitação de profissionais de saúde promovido pela Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência do Rio de Janeiro.

Sua atuação técnica se estende a temas como saúde do idoso, doenças raras, ergonomia e reabilitação do sistema neurolocomotor, áreas em que já participou como palestrante em congressos e simpósios da categoria.

Uma voz também na defesa das pessoas com deficiência

Além da luta pela valorização de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, Dr. Renato de Paula tem histórico de atuação junto à causa das pessoas com deficiência. Coordenou capacitações voltadas a profissionais de saúde pela Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência do Rio de Janeiro e já foi palestrante sobre o esporte como ferramenta de inclusão e empoderamento para pessoas com deficiência física e intelectual — um tema que reforça sua defesa por acessibilidade, reabilitação de qualidade e inclusão social.

Representação da categoria dentro do próprio conselho profissional

Dr. Renato de Paula também ocupa espaço institucional dentro da fiscalização da própria profissão: integra as câmaras técnicas de Fisioterapia Neurofuncional e de Educação do CREFITO-2 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região), além de coordenar assuntos políticos do conselho — uma atuação que o coloca em contato direto com as discussões sobre remuneração, regulamentação e valorização da profissão em nível estadual.

"Mesmo sem mandato, já estou trabalhando pela categoria"

Dr. Renato de Paula faz questão de destacar que sua atuação em defesa de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais não depende de um cargo eletivo — ela já acontece, segundo ele, dentro do próprio CREFITO-2 e em outras frentes institucionais. Ele afirma pretender ampliar esse trabalho na Assembleia Legislativa, levando a discussão para o espaço onde mudanças na legislação podem ter efeito mais amplo sobre toda a categoria.

Da clínica para os espaços de decisão

Apesar dessa bagagem técnica e institucional, Dr. Renato de Paula descreve sua trajetória como alguém que veio "dos plantões, das clínicas e do cuidado diário com gente" — reforçando que sua motivação para ocupar espaços de decisão nasce da prática, não de ambição política tradicional. Para ele, mudanças estruturais para a categoria só acontecem por meio de legislação, o que o levou a defender publicamente bandeiras como remuneração justa, reconhecimento formal da profissão dentro do sistema de saúde suplementar e maior participação de profissionais da saúde nos espaços onde essas regras são decididas.

Vem conhecer o trabalho do Dr. Renato de Paula!

Quer acompanhar de pertinho essa luta pela valorização da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional — e também pela inclusão das pessoas com deficiência? Segue o Dr. Renato de Paula no Instagram e fica por dentro dos bastidores, das conquistas da categoria e de muito conteúdo sobre saúde, reabilitação e acessibilidade: @renatodepaularj ????

Por MBL - MOVIMENTO BRASIL LIVRE em 03/09/2026
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