Suspeitos de estupro coletivo no Rio já tinham advertências no Colégio Pedro II por agressões

Estudantes indiciados por crime sexual já enfrentavam processo disciplinar por comportamento inadequado

Suspeitos de estupro coletivo no Rio já tinham advertências no Colégio Pedro II por agressões

Colégio Pedro II abre processo para desligar suspeitos de estupro em Copacabana. Foto: Reprodução

Dois dos rapazes apontados como suspeitos no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na Zona Sul do Rio, enfrentavam histórico de comportamento inadequado no Colégio Pedro II, instituição federal tradicional onde estudavam.

Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, e um adolescente de 17 respondiam a processo disciplinar interno por agressão cometida dentro da unidade do campus Humaitá II, além de terem sofrido advertências e suspensões anteriores.

 

A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II iniciaram, no domingo (1°), processo administrativo para desligar os dois estudantes envolvidos no caso. A instituição manifestou repúdio a qualquer forma de violência e reafirmou seu compromisso no combate ao assédio, à violência de gênero e à discriminação.

 

Quatro maiores de idade indiciados por estupro

 

Dois suspeitos de estupro coletivo em Copacabana estudam no Colégio Pedro II. Foto: Divulgação

Como ocorreu o crime em 31 de janeiro

Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um colega de escola, um adolescente, para ir ao apartamento de um amigo dele na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. Ele sugeriu que ela levasse uma amiga, mas como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha.

No elevador do prédio, o rapaz avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”. A vítima recusou a sugestão. Já dentro do apartamento, ela foi levada para um quarto onde mantinha relação sexual com o adolescente quando outros quatro rapazes entraram no cômodo.

A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. Porém, segundo seu depoimento, os rapazes tiraram a roupa, começaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos.

Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida pelos rapazes.

Por Jornal da República em 03/03/2026
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