Alessandro Rese coordenador do Instituto Europeo di Design (IED Brasil) reafirma posição do Brasil como potência criativa global no Rio Fashion Week

Instituto de Design destaca materiais genuinamente brasileiros e economia criativa como motor de desenvolvimento e emprego

Depois de quase uma década fora do calendário de grandes eventos de moda, o Rio de Janeiro retomou seu protagonismo na indústria criativa brasileira com a realização da Rio Fashion Week. O evento, considerado o maior do segmento na América Latina, marca um momento simbólico de retomada e reafirmação da capital carioca como epicentro da inovação estética e da produção de moda em escala continental.

A importância do retorno vai muito além do aspecto festivo ou meramente comercial. Para Alexandre Rese, Coordenador Acadêmico-Administrativo do Instituto Europeo di Design (IED Brasil), a Rio Fashion Week representa uma oportunidade crucial de reposicionamento econômico e cultural. "Depois de quase 10 anos o Rio de Janeiro voltar a sediar um evento tão importante pra cadeia da moda no Brasil é um motivo para comemoração, né?", afirmou durante entrevista ao Jornal da República e Última Hora.

A perspectiva do coordenador do IED Brasil, instituição de referência internacional em design e formação de profissionais criativos, reflete uma compreensão profunda sobre os impactos multifatoriais de eventos desta magnitude. "Eu trabalho num instituto de design voltado para essa área. Então eu sei da importância desse evento pra cadeia, pro mercado, pra formação eh de profissionais", destacou Rese, evidenciando como a realização do evento funciona como catalisador para toda a cadeia produtiva de moda.

Materiais brasileiros como marca identitária

Um dos aspectos mais notáveis da Rio Fashion Week 2026 reside na ênfase conferida aos materiais genuinamente brasileiros. Durante sua análise das coleções apresentadas, Alexandre Rese identificou uma tendência forte em direção à valorização de insumos nacionais como diferencial competitivo e elemento de identidade cultural.

"O que me chamou atenção foram os materiais que estão sendo usados, materiais brasileiros, genuinamente brasileiros. Então, fibras, pesquisa sobre couros de peixes", revelou o coordenador do IED Brasil. Esta orientação produtiva não representa meramente uma escolha estética ou de sustentabilidade, mas reflete uma estratégia consciente de afirmação da identidade brasileira no cenário global de moda.

A pesquisa e desenvolvimento de couros derivados de peixes constitui exemplo particularmente ilustrativo desta tendência. Trata-se de inovação que combina sustentabilidade ambiental, aproveitamento de resíduos da indústria pesqueira, e criação de materiais de alta performance com características únicas. Este tipo de material não apenas diferencia o produto final, mas também agrega narrativa de responsabilidade ambiental e valorização de recursos naturais brasileiros.

"Isso sempre é importante porque a gente volta pra identidade brasileira, né?", apontou Rese, sintetizando como a utilização de materiais locais funciona como reafirmação de uma estética e de um posicionamento cultural próprio no mercado internacional de moda.

Moda como motor econômico e gerador de empregos

A moda brasileira transcende a dimensão meramente cultural ou estética, funcionando como setor econômico de primeira magnitude para a geração de renda e empregos no país. Alexandre Rese enfatizou esta realidade estrutural durante sua participação no evento. "A moda é uma das dos principais mercados aqui no no Brasil, é um dos uma das áreas que mais empregam", afirmou o coordenador acadêmico.

Esta caracterização posiciona a indústria de moda entre os setores mais relevantes para a economia brasileira, alinhada com segmentos como agronegócio, manufatura e serviços em termos de geração de postos de trabalho e movimentação econômica. A relevância do setor justifica, portanto, a participação crescente de instituições governamentais em eventos como a Rio Fashion Week.

"Então é importante que cada vez mais as instituições, né, governamentais estejam presentes num evento como esse para entender a importância da área criativa, não só no parâmetro de nos representar enquanto sociedade, criar uma identidade nossa, mas também como negócio, isso é importantíssimo", destacou Rese. Sua fala aponta para uma necessidade de maior integração entre políticas públicas e desenvolvimento do setor criativo, reconhecendo que a indústria de moda funciona simultaneamente como expressão cultural e como atividade econômica geradora de valor.

Investimentos internacionais e profissionalização

O retorno da Rio Fashion Week ao calendário de grandes eventos internacionais de moda abre perspectivas para atração de investimentos estrangeiros e consolidação de posições competitivas no mercado global. Para Alexandre Rese, o evento funciona como "cartão de visita" para potenciais investidores interessados em alocar recursos na economia criativa brasileira.

"Então, espero que isso seja um grande cartão de visita para novos investimentos e a gente ampliar e profissionalizar cada vez mais a área", afirmou o coordenador do IED Brasil. Esta perspectiva sugere que a Rio Fashion Week não se resume a um evento pontual de exibição de coleções, mas funciona como plataforma para articulação de investimentos de longo prazo, parcerias internacionais e profissionalização crescente do setor.

A profissionalização mencionada por Rese envolve múltiplas dimensões: desde a formação de recursos humanos em instituições como o IED Brasil, passando por normatização e padronização de práticas produtivas, até o estabelecimento de cadeias de suprimentos mais sofisticadas e integradas ao mercado internacional.

Brasil como potência criativa reconhecida globalmente

Quando questionado sobre o posicionamento contemporâneo do Brasil no cenário internacional de moda, Alexandre Rese apresentou uma perspectiva confiante, baseada em análise histórica e em tendências presentes no mercado global. "O Brasil é um destaque. Todo mundo tá voltado olhando pro Brasil atualmente. Então eu acredito que o Brasil tem muito potencial. E sempre teve, na verdade, sempre foi muito criativo", afirmou o coordenador acadêmico.

Esta avaliação contextualiza o Brasil não como país emergente em moda, mas como potência criativa de longa data que atravessa um momento de reafirmação internacional. A criatividade brasileira em design e moda não representa fenômeno recente, mas característica estrutural da produção cultural nacional que ora retorna ao centro da atenção global.

Um exemplo concreto dessa tradição criativa reside na moda praia. "A moda praia é uma grande referência internacional, por exemplo", citou Rese. O segmento de moda praia consolidou-se como marca distintiva da indústria brasileira, sinônima de qualidade, inovação em tecidos e design funcional, frequentemente associada à imagem internacional do Brasil como país tropical e culturalmente dinâmico.

Perspectivas futuras e consolidação do mercado

A realização da Rio Fashion Week após dez anos de ausência marca um ponto de inflexão potencial para a indústria de moda brasileira. A convergência de fatores — retorno da cidade ao cenário internacional, ênfase em materiais genuinamente brasileiros, reconhecimento governamental da importância econômica do setor, presença de instituições acadêmicas de referência, e perspectivas de atração de investimentos internacionais — sugere um cenário favorável para crescimento e profissionalização contínua.

A participação de instituições como o Instituto Europeo di Design reforça o caráter profissional e acadêmico do evento, elevando-o acima de simples vitrine comercial para transformá-lo em espaço de debate sobre futuro da indústria criativa brasileira. Neste contexto, a Rio Fashion Week funciona simultaneamente como celebração da criatividade nacional, como plataforma de negócios, e como oportunidade de articulação de políticas públicas para setor que emprega centenas de milhares de brasileiros e gera significativo valor econômico.

Perfil de Alessandro Rese

Alexandre Rese atua como Coordenador Acadêmico-Administrativo no Instituto Europeo di Design (IED Brasil), instituição de prestígio internacional especializada em formação de profissionais de design, moda e áreas criativas. Sua atuação profissional o posiciona na intersecção entre educação formal, mercado criativo e tendências internacionais de design e moda.

Como coordenador acadêmico em instituição de referência global, Rese acompanha de perto as dinâmicas do mercado internacional de moda, as tendências emergentes em design de materiais e produção, e as perspectivas de formação de novos profissionais para o setor. Sua participação na Rio Fashion Week reflete tanto o interesse institucional do IED Brasil em acompanhar desenvolvimentos do mercado nacional, quanto seu papel como observador qualificado das transformações na indústria criativa brasileira.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes: Instituto Europeo di Design (IED Brasil); Rio Fashion Week 2026; Jornal da República e Última Hora.

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Por Jornal da República em 22/04/2026
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