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A manhã de domingo no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, começou com uma figura histórica.
Celsinho do Golfe, o responsável pela primeira tacada oficial do campo construído para os Jogos Olímpicos de 2016, recebeu a equipe do Jornal da República Última Hora para celebrar os 10 anos do equipamento, completados no dia 1º de agosto de 2026.
Entre memórias das Olimpíadas e a rotina de quem vive o local "sete dias por semana", ele contou como o espaço se transformou em sua própria história de vida.
O Campo Olímpico de Golfe foi inaugurado em 1º de agosto de 2016, projetado pelo arquiteto Gil Hanse no estilo links, e marcou o retorno do golfe ao programa olímpico após 112 anos de ausência. Hoje, é considerado um dos raros campos públicos do país e o legado esportivo mais ativo da Rio-2016.
A primeira tacada que entrou para a história
Celsinho do Golfe foi o escolhido para dar a tacada inaugural do campo olímpico, um momento simbólico que uniu o retorno do esporte aos Jogos e a abertura de um dos palcos mais aguardados da Rio-2016.
Uma década depois, ele relembra o episódio com orgulho: "Foi um sucesso absoluto, uma arena que não precisa dizer mais nada, foi um sucesso nas Olimpíadas".
O convite partiu do presidente do Campo Olímpico, Carlos Favoreto, que chamou Celsinho na época da inauguração. "Agradeço muito a oportunidade do nosso presidente Carlos Favoreto, que me chamou aqui. "Realmente estamos juntos até hoje", afirma, destacando a parceria que atravessa os dez anos do equipamento.
Uma década de dedicação diária.
Quando perguntado se o campo faz parte de sua vida, Celsinho responde com uma naturalidade que revela a dimensão do vínculo: "Pouquinho. Somente sete dias na semana." A frase, dita com bom humor, traduz uma rotina que não conhece pausas — o campo só fecha no Natal e no Ano-Novo.
"Estamos até hoje aqui trabalhando firme, oferecendo aulas grátis para o pessoal que queira ter uma experiência única de golfe." "Aliás, aqui nem é trabalho, é uma satisfação estar aqui todo dia trabalhando", resume, deixando claro que a dedicação vai muito além da obrigação profissional.
As aulas gratuitas que democratizam o esporte
Uma das marcas do trabalho de Celsinho é o programa de aulas gratuitas, que aproxima o golfe da população. A iniciativa, realizada aos sábados e domingos, recebe pessoas de todas as idades — de 5 a 90 anos — para uma primeira experiência com o esporte, com aulas para iniciantes e avançados.
O projeto é reconhecido pela Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro (FGERJ), que destaca a oportunidade para quem tem curiosidade de iniciar na prática. O Golf Experience do Campo Olímpico oferece três aulas experimentais gratuitas aos finais de semana e feriados, das 11h30 às 12h30, aberto para todas as idades.
O golfe como jogo de família
Celsinho destaca que o golfe é, por natureza, um esporte de convivência. "O golfe é um jogo de família, de amigos também, de network. "É muito normal você ver papai, mamãe, avô, avó, todo mundo aqui", explica, celebrando o caráter inclusivo da modalidade.
O programa de aulas gratuitas para crianças, de 5 a 12 anos, aos domingos, reforça essa proposta de formar novas gerações de golfistas. A democratização do acesso é apontada como o caminho para consolidar o legado olímpico no Rio de Janeiro.
Um oásis verde na Barra da Tijuca.
Além do esporte, o Campo Olímpico de Golfe é um exemplo de recuperação ambiental. Localizado na Área de Preservação Ambiental de Marapendi, o local é fruto de um projeto que incluiu o replantio da restinga, atraindo capivaras, jacarés, preguiças, cobras e pássaros, que encantaram o mundo durante a Rio-2016.
Considerado o único legado das Olimpíadas em pleno funcionamento, o campo é um oásis verde na zona oeste do Rio. A combinação entre esporte, natureza e convivência familiar faz do espaço um destino completo, como destaca o próprio Celsinho ao convidar o público a conhecer o campo.
O convite para viver a experiência
Celsinho encerra a conversa com um convite aberto: "De 5 anos até 90, você está apto a ter uma aulinha de golfe. O funcionamento do golfe é sete dias na semana, que não se fecha. Só fecha no Ano-Novo e no Natal. O resto, nós estamos trabalhando aqui."
O programa vale para a família inteira, em qualquer dia da semana. A mensagem é simples e direta: o golfe olímpico do Rio está aberto a todos, e a história de quem deu a primeira tacada segue viva, ensinando novas gerações a amar o esporte.
Um legado que se renova a cada tacada.
Aos 10 anos, o Campo Olímpico de Golfe celebra não apenas uma década de funcionamento, mas a continuidade de um projeto que une esporte, inclusão e preservação ambiental.
Celsinho do Golfe, que inaugurou o campo com a primeira tacada, segue na linha de frente, garantindo que o legado da Rio-2016 continue vivo e acessível.
A história de Celsinho é a história do próprio campo: começou com um gesto simbólico em 2016 e se transformou em uma década de trabalho, dedicação e amor pelo golfe. Uma trajetória que prova que o maior legado de uma Olimpíada não está nos prédios, mas nas pessoas que dão vida aos espaços todos os dias.
Biografia de Celsinho do Golfe.
Celsinho do Golfe é professor de golfe e figura histórica do Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Ele foi o responsável pela primeira tacada oficial do campo, inaugurado em 1º de agosto de 2016 para os Jogos Olímpicos Rio-2016, que marcou o retorno do golfe ao programa olímpico após 112 anos de ausência.
Convidado pelo presidente do equipamento, Carlos Favoreto, Celsinho construiu uma relação de dedicação de uma década com o espaço, trabalhando sete dias por semana e participando ativamente da consolidação do campo como o principal legado esportivo vivo da Rio-2016.
Sua atuação é marcada pelo compromisso com a democratização do golfe: ele coordena o programa de aulas gratuitas oferecido aos sábados e domingos, aberto a pessoas de 5 a 90 anos, incluindo aulas para iniciantes e avançados, além de iniciativas voltadas às crianças de 5 a 12 anos.
Celsinho é reconhecido por sua didática acolhedora e por transformar o golfe em um esporte de família e convivência, promovendo inclusão social, educação esportiva e contato com a natureza na Área de Preservação Ambiental de Marapendi.
Sua trajetória representa a força do legado olímpico brasileiro, provando que o maior patrimônio dos Jogos está nas pessoas que mantêm os espaços vivos e acessíveis à população todos os dias.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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