Carlos Favoreto celebra 10 anos do Campo Olímpico de Golfe no Dia dos Pais e anuncia parceria inédita com o PGA para torneios internacionais

Presidente do principal legado vivo da Rio-2016 destaca os cinco legados do espaço, o recorde mundial de recuperação de restinga, o programa que levou 5 mil crianças ao golfe e a luta para manter o equipamento aberto ao público sem recursos públicos

A manhã de domingo no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, foi de celebração em dose dupla.

No Dia dos Pais, o presidente e CEO do equipamento, Carlos Favoreto, recebeu a equipe do Jornal da República Última Hora no mês de comemoração dos 10 anos do espaço, completados em 1º de agosto de 2026.

Em primeira mão, Favoreto anunciou a assinatura de uma parceria inédita com o PGA, uma das maiores instituições de golfe do mundo, que trará torneios internacionais ao Rio a partir do próximo ano.

O Campo Olímpico de Golfe, inaugurado em 1º de agosto de 2016, marcou o retorno do golfe aos Jogos Olímpicos após 112 anos de ausência. Projetado pelo arquiteto Gil Hanse no estilo links, o espaço é considerado o principal e mais ativo legado esportivo vivo da Rio-2016, e um dos raros campos públicos do país.

A parceria inédita com o PGA

Favoreto revelou, em primeira mão, que o Campo Olímpico acabou de assinar um contrato de parceria com o PGA, representado pelo PGA of America, uma das maiores instituições de golfe do mundo. "Nós acabamos de assinar com o PGA Brasil, representado pelo PGA of America, um contrato de parceria", anunciou.

A assinatura, realizada na véspera, garantirá torneios internacionais no Rio a partir do próximo ano, com a participação do PGA dos Estados Unidos, do Canadá, da Argentina, da Europa e de vários outros países. "Para chegar a essa assinatura não foi fácil, porque ela requer uma credibilidade muito grande para eles assinarem conosco e, graças a Deus, conseguimos celebrar isso", destacou.

O único legado olímpico em plena atividade

Favoreto ressaltou que o Campo Olímpico é um dos poucos legados esportivos olímpicos funcionando em sua plenitude. "Você tem aqui a oportunidade de fazer qualquer jogo internacional e até mesmo Jogos Olímpicos, porque o requisito é muito grande em termos de qualidade e de pré-requisitos técnicos", explicou.

O presidente destacou que o campo está pronto para receber grandes competições: "Era só montar a arquibancada para ver o jogo, porque ele está pronto, está na sua plenitude." Essa prontidão é a prova de que o espaço é "um legado esportivo, de fato, de direito".

Os cinco legados do Campo Olímpico

Além do legado esportivo, Favoreto enumerou uma série de outros legados construídos ao longo da década. O legado paisagístico, o social, o de governança e o ambiental formam, junto com o esportivo, um conjunto que ele chama de ESG, conceito que o espaço pratica há 10 anos.

O legado social é um dos mais marcantes. O programa Golfe nas Escolas já recebeu mais de 5 mil crianças de escolas municipais de toda a região metropolitana, que visitam o campo uma vez por mês. Toda terça-feira, o espaço realiza um trabalho de golfe adaptado, sob a coordenação de uma professora de educação física com mestrado em desenvolvimento social, atendendo crianças e pessoas com deficiência.

O recorde mundial de recuperação ambiental

O legado ambiental é motivo de orgulho e reconhecimento internacional. Favoreto explicou que o Campo Olímpico transformou uma área completamente degradada na maior recuperação de ecossistema de restinga do planeta, reconhecida pelo Guinness Book.

"Transformamos essa área aqui, que era completamente degradada, na maior recuperação de ecossistema de restinga do planeta, assim reconhecida pelo Guinness", afirmou.

O espaço, localizado na Área de Preservação Ambiental de Marapendi, é um verdadeiro santuário de biodiversidade, abrigando capivaras, jacarés, preguiças e pássaros.

O modelo de negócio sustentável

Favoreto destacou o legado da governança: a construção de um modelo de negócio sustentável, inédito no mundo, que mantém o espaço aberto sem nenhum recurso público. "Não foi fácil, foi um modelo inédito no mundo aqui e deu certo", disse.

O presidente ressaltou o desafio de manter o equipamento com recursos privados: "É um local aberto ao público, sem nenhum recurso público. A gente mantém isso tudo com recursos privados. É muito desafiador, é muito exaustivo, mas o resultado final é muito gratificante."

A abertura do golfe para o Brasil

Favoreto destacou o papel do Campo Olímpico na popularização do golfe no Brasil, tradicionalmente restrito a clubes privados fechados. "O campo olímpico foi uma abertura desse esporte para o Brasil, levando para a escola pública", afirmou.

O presidente contou que o número de frequentadores não golfistas é muito maior que o de golfistas, e que muitos têm o primeiro contato com o esporte pelas aulas gratuitas. "Nós fomos responsáveis, sem sombra de dúvida, por um aumento significativo de golfistas, não só no Rio de Janeiro como no Brasil", destacou, celebrando a abertura das "cortinas e janelas" do esporte.

O lazer contemplativo e a capela

Favoreto apresentou o conceito de "lazer contemplativo" como um diferencial do espaço. Só de você vir aqui olhar essa natureza, você já se acalma com esse verde. "Isso já é psicologicamente consagrado", explicou, destacando o ambiente puro, sem cheiro de poluição.

O espaço também abriga a capela de São Francisco de Assis, inaugurada há seis anos, com missas todos os domingos às 11 horas. Aos sábados, domingos e feriados, o café da manhã, considerado por Favoreto um dos melhores da Barra, recebe centenas de famílias, seguido de aulas gratuitas de golfe com o professor Celsinho.

A valorização dos caddies e a inclusão

Favoreto destacou o pioneirismo do Campo Olímpico na valorização dos caddies, profissionais que ele considera tão importantes quanto os jogadores. "O campo de golfe foi o primeiro a prestigiar os caddies. "Aqui eles são valorizados, podem vir aqui e jogam com preço diferenciado", afirmou.

O presidente também celebrou a consolidação do footgolf no espaço, modalidade que já existe em 140 países e que começou no Campo Olímpico. "Grandes atletas incentivam hoje o footgolf, que começou aqui, e agora estamos na segunda modalidade, o para-footgolf", destacou.

A comemoração dos 10 anos

O mês de agosto será de intensa programação festiva. No dia 11, às 14 horas, o campo receberá uma comemoração dos 10 anos do programa social, com a presença de crianças com deficiência intelectual e física, que praticam esportes, fazem lanche e passam o dia com professores especializados.

Favoreto convidou o público a acompanhar os eventos do mês de aniversário, que terá "praticamente dia sim, dia não, uma comemoração". O presidente também destacou a valorização imobiliária do entorno, que se transformou em um "microbairro" dentro da Barra da Tijuca, com o golfe como referência de qualidade.

Os próximos 10 anos

Favoreto encerrou a entrevista projetando o futuro. "Ao longo desses 10 anos, nós pensamos nos próximos 10 anos. "A gente planeja as nossas atividades, é uma característica minha empresarial", disse. Ele relembrou os desafios da primeira década, incluindo o contrato assinado apenas em agosto de 2018, após concorrência pública, e os três anos paralisados pela pandemia.

Apesar das dificuldades, o presidente celebra a vitória sobre a barreira de um esporte elitista e fechado. "Nós vencemos uma barreira de um esporte elitista, de um esporte fechado ao público, de um esporte que não queria abrir de forma popular."

Mas eu sempre falei: "vocês têm que popularizar, mas sem perder o glamour, porque nos Estados Unidos é assim", concluiu, confiante em mais uma década de plenitude.

Biografia de Carlos Favoreto

Carlos Favoreto é presidente e CEO do Campo Olímpico de Golfe do Rio de Janeiro, o principal legado esportivo vivo da Rio-2016, e CEO da ECP Environmental Solutions.

Engenheiro agrônomo e ambiental, Favoreto gerencia o espaço por meio de sua empresa, a CRF Empreendimentos, desde a criação do equipamento para os Jogos Olímpicos de 2016.

Sob sua liderança, o Campo Olímpico de Golfe se consolidou como referência global no esporte, conquistando o prestigiado prêmio World Golf Awards nos anos de 2020, 2023 e 2024.

Favoreto é reconhecido por sua liderança visionária na organização de grandes eventos, como o 71º ECP Brazil Open, etapa do PGA TOUR Americas, o terceiro maior circuito de golfe do mundo, que colocou o Rio de Janeiro no centro do turismo esportivo internacional.

Sua gestão é marcada pela construção de um modelo de negócio sustentável e inédito no mundo, que mantém o equipamento aberto ao público sem nenhum recurso público.

Favoreto também lidera importantes legados sociais e ambientais, incluindo o programa Golfe nas Escolas, que já recebeu mais de 5 mil crianças, o trabalho de golfe adaptado para pessoas com deficiência e a maior recuperação de ecossistema de restinga do planeta, reconhecida pelo Guinness Book.

Em julho de 2026, foi homenageado como "Empresário do Ano" no Troféu Tô Na Fama, celebrando uma década de gestão que manteve o legado olímpico de pé.

Sua atuação une gestão esportiva, preservação ambiental, inclusão social e promoção internacional do golfe brasileiro.

Por Robson Talber @robsontalber

Repórter Antonio Lemos @djportugues

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Por Jornal da República em 09/08/2026
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