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Uma cobertura avaliada em R$ 22 milhões em Camboinhas, Niterói, uma mansão em Itaipava, na Região Serrana, e uma casa com piscina em Angra dos Reis estão entre os imóveis ligados aos investigados na oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (15).
A operação mira uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro de origem ilícita.
Segundo a PF, o grupo tem participação de agentes públicos e articulação político-institucional e movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Prisões e apreensões
No desdobramento da operação desta quinta, os agentes cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Entre os presos estão Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado nas eleições deste ano; o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil; e outros quatro inspetores da corporação: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira. O delegado Glaucio Paz da Silva foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Imóveis de luxo alvos da operação
Um dos imóveis alvo de buscas da Polícia Federal é uma cobertura em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, avaliada em R$ 22 milhões. No local, os agentes encontraram R$ 40 mil em dinheiro vivo dentro de uma adega. O imóvel está ligado a José Carlos Alves de Souza Júnior, um dos presos nesta quinta-feira (15).
Com 536 m² e vista para o mar, a cobertura duplex tem sete quartos, sendo cinco suítes, além de cinco vagas de garagem, segundo um anúncio de venda publicado na internet. O imóvel também conta com hidromassagem, piscina e espaço gourmet.


Outro imóvel ligado aos investigados e alvo da operação é uma mansão em Angra dos Reis. A propriedade conta com uma ampla piscina, gramado e quadra de areia para a prática esportiva, além de espaço gourmet e paisagismo em uma área reservada do município. Segundo O Globo, a casa pertence ao inspetor Pablo Jukia, conhecido como Pablo Russo, preso na operação.


O terceiro imóvel é uma mansão em Itaipava, na Região Serrana, com ambientes internos amplos, mesa de pingue-pongue e mobiliário de luxo. Na área externa, a propriedade conta com academia privativa, piscina e vista para as montanhas. A casa pertence ao inspetor José Carlos Júnior, de acordo com apuração d’O Globo.


Com informações da coluna do Lauro Jardim, no jornal “O Globo” e "Tempo Real"
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