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O Volta ao Mundo Bambas (VMB) chega à sua 11ª edição com um ingrediente que o público aprendeu a valorizar: rivalidade de verdade com pitadas de revanche. De 5 a 9 de maio, em Brasília, no mesmo palco que recebeu as edições 7, 8 e 9 (Arena Hall), o evento reúne nomes que carregam duelos recentes mal resolvidas e que prometem transformar o card em um dos mais aguardados da temporada - ou, quem sabe, da história da organização. Card principal será dia 9. Ingressos no sympla.com.br.
Entre os reencontros mais aguardados está o duelo entre Anderson Sem Coluna e Lucas Furacão. Em junho passado, o confronto terminou com vitória de Furacão, mas o desfecho gerou contestação sobre a condução da luta. Já na reta final, ele caiu após um golpe no abdômen, indicou que não teria condições de seguir, mas retornou ao combate após atendimento e incentivo. Diante do episódio, a direção técnica revisou a luta e decidiu anular o resultado, com base em critérios técnicos e disciplinares, preservando a credibilidade da competição.
Outra luta que carrega tensão é o reencontro entre Glaucio Flash e Wandré Caputino. Os dois se enfrentaram no VMB 8, mas o confronto não aconteceu como o esperado. Caputino se lesionou durante um movimento na disputa de solo, interrompendo a sequência do combate. A situação ganhou ainda mais peso com a reação de Flash, que comemorou a torção do adversário. Desde então, o reencontro ficou inevitável. Flash, por sua vez, chega pressionado após uma desclassificação no VMB 9 por atitude antidesportiva contra Rodrigo Marimbondo.
No mesmo clima, Gigante e Guerreiro voltam a se enfrentar após o empate registrado na edição anterior. O primeiro confronto gerou repercussão e abriu portas para ambos, que passaram a receber convites e apoio fora do evento. Agora, o novo encontro surge como resposta a quem ainda questiona o nível da disputa. Dentro do VMB, o entendimento é simples: desempenho se prova no jogo.
O card ainda reserva disputa de cinturão no peso leve feminino, com Julyana Kitana e Janaely Gata, além de uma categoria juvenil que vem chamando atenção. Kauê Caldeira, invicto e destaque do Paraná, enfrenta Watally Cenoura. No mesmo bloco, Arthur Voador e Eliabe 360 prometem um duelo técnico e dinâmico.
Mais do que as lutas, o VMB 11 reafirma um movimento que vai além da competição. A edição distribuirá 60 mil reais em premiação e movimentará outros 125 mil em prestação de serviços. Ao todo, quase 200 mil reais serão direcionados para 115 profissionais ligados diretamente à capoeira, incluindo atletas, cantadores, músicos, equipes técnicas, comunicação e marketing. Um dado que ajuda a dimensionar o impacto da organização dentro da modalidade.
“A gente está falando de um evento com lutas equilibradas, histórias abertas e atletas que sabem o que representam. É um card construído com critério, que valoriza o desempenho e a entrega dentro da roda”, afirma o diretor técnico Aritana Silva.
Para o diretor-executivo Saverio Scarpati, o impacto financeiro também é parte essencial desse processo. “Não é só sobre o espetáculo. É sobre colocar recurso dentro da capoeira, gerar oportunidade e criar um ambiente em que o profissional consiga viver do que faz. Esse movimento já é realidade”, destaca.
Com transmissões garantidas pelo Canal Combate, XSports e Com Brasil TV, o VMB consolida sua presença na mídia e amplia o alcance da modalidade. Esse crescimento recente se reflete também fora da arena. Em apenas cinco meses, o VMB avançou na criação da Federação de Capoeira Competitiva (FCC), ratificando um modelo que é resultado da experiência construída desde 2022. A iniciativa, liderada por Saverio Scarpati, estruturou dez federações estaduais no Brasil. No exterior, o movimento já alcança Canadá, Peru, México e Angola.
Em Brasília, o que estará em jogo não é apenas vitória. É afirmação.
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