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A comandante Andrea de Fátima, presidente do Instituto Cultural Marinha Mercante, foi homenageada nesta sexta-feira (30) durante o encontro de Liderança Empreendedora Feminina do G10 Valores e Negócios, realizado no Museu Naval, no Rio de Janeiro.
"Emoção tremenda ser homenageada pelo G10, um reconhecimento do nosso querido professor Marcos. Agradeço imensamente", afirmou. "Esse é o fruto do trabalho do Instituto Cultural Marinha Mercante, que está revolucionando, abrindo caminhos para a cultura marítima."
O anúncio em primeira mão
No centro da entrevista, ela trouxe uma novidade que ainda não havia sido divulgada. "Tenho de primeira mão para vocês: dia 28 de dezembro, o nosso primeiro Baile Mercante. Nesse baile haverá condecorações reconhecendo o mercante e também a pedra fundamental do Museu Marinha Mercante Brasileira."
O evento encerra o calendário de 2026 e prepara o ano seguinte. "Será um grande evento, finalizando o ano com chave de ouro e já com toda a máquina avante para 2027."
Um museu que não fica parado
Sobre o acesso ao museu, Andrea explicou que a proposta foge do modelo tradicional de acervo fixo. "O museu é aberto ao público, vai estar localizado no Centro Cultural Justiça Federal por três meses, porque o nosso propósito é fazer deste museu algo que precisa percorrer todo o Brasil."
A estrutura é itinerante e híbrida. "Vai ter uma exposição, e a cada três meses vamos estar em um lugar diferente. E também a parte digital vai levar para o mundo inteiro o que é a Marinha Mercante."
Quase 30 anos de mar
A trajetória por trás da homenagem começou em 1997, quando Andrea se formou Moço de Convés. Veio o ACON, formação de Oficial de Náutica, em 2011, e o APNT, que a tornou Comandante de Longo Curso, em 2022.
No caminho, atravessou todos os continentes, atuou no setor offshore e enfrentou um ambiente historicamente masculino. É essa vivência que ela cita como origem do Instituto. "O mar sempre foi um espaço de desafios, aprendizado e transformação. Navegar vai muito além da técnica: envolve coragem, resiliência, responsabilidade coletiva e, acima de tudo, humanidade."
Reconhecimento que se acumula
O troféu do G10 não chega isolado. Em 28 de agosto de 2026, o Centro Cultural Justiça Federal concedeu a ela certificado de mérito cultural, na Sala de Sessões, em cerimônia que também homenageou nomes das artes e das forças armadas.
Em setembro, a Academia Internacional de Cultura empossou a comandante na Cadeira nº 72, cujo patrono é o Barão de Mauá — o mesmo empresário que, no século XIX, estruturou a navegação e a indústria no Brasil.
O Instituto também firmou parceria institucional com a UPPES em fevereiro, com foco em ações culturais, educacionais, técnico-científicas, sociais e diplomáticas ligadas ao setor marítimo.
Um setor que o país não vê
A Marinha Mercante brasileira movimenta a maior parte do comércio exterior do país, mas permanece fora do noticiário. Falar dela em um museu, em um baile e em uma premiação de empresários é, na prática, uma tentativa de tirar o setor da invisibilidade.
| Frente do Instituto | O que faz |
|---|---|
| Museu Marinha Mercante | Acervo itinerante, com exposição física e versão digital |
| Formação e estudo | Espaço de capacitação contínua sobre cultura marítima |
| Diplomacia e parcerias | Acordos com instituições nacionais e internacionais |
| Valorização das pessoas do mar | Saúde emocional, inclusão e memória profissional |
Bio de Andrea de Fátima
Andrea de Fátima da Paz Pereira Barcala é comandante de Longo Curso da Marinha Mercante Brasileira, gestora cultural e presidente fundadora do Instituto Cultural Marinha Mercante (IC).
Formada Moço de Convés em 1997, concluiu o ACON (Oficial de Náutica) em 2011 e o APNT (Comandante) em 2022, acumulando quase três décadas de atuação no setor marítimo e offshore, com navegação por todos os continentes.
Sua formação multidisciplinar inclui estudos no Nautical Institute, em Londres, graduação em Psicologia, MBA em Geopolítica e formação em Política e Estratégia.
Mulher em um setor tradicionalmente masculino, construiu a carreira passando por todas as categorias até o comando — experiência que transformou em bandeira.
Fundou o Instituto Cultural Marinha Mercante com a proposta de unir preservação da memória marítima, formação contínua, diplomacia e cuidado com as pessoas do mar, incluindo pautas de saúde emocional e inclusão.
À frente da entidade, idealizou o Museu Marinha Mercante Brasileira, acervo híbrido e itinerante que estreia no Centro Cultural Justiça Federal e deve percorrer o país em ciclos de três meses, com versão digital de alcance internacional.
Em 2026, recebeu certificado de mérito cultural do CCJF, foi empossada na Cadeira nº 72 da Academia Internacional de Cultura — patrono Barão de Mauá — e firmou parceria institucional com a UPPES.
Neste outubro, foi homenageada pelo G10 Valores e Negócios no Museu Naval, onde anunciou o primeiro Baile Mercante, marcado para 28 de dezembro.
Sua fala resume o propósito do que construiu: "Navegar vai muito além da técnica: envolve coragem, resiliência, responsabilidade coletiva e, acima de tudo, humanidade."

Por Ralph lichotti e Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti @oscarmulleroficial
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