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O presidente nacional do PT e coordenador político da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, afirmou que as denúncias contra o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL), não param de aparecer. Edinho Silva manifestou surpresa e indignação com a última denúncia contra Flávio, feita pelo jogador de futebol Richarlison: “Como que alguém que rouba uma ilha pode querer ser presidente da República?”, questionou em entrevista a jornalistas no comitê de campanha, em Brasília.
Em vídeo postado neste sábado em seu perfil no Instragram, o jogador de futebol Richarlison afirma que Flávio e o sócio dele, o advogado Willer Tomaz, “tomaram na mão grande” uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O atleta conta que comprou o imóvel de R$ 10 milhões em uma sociedade entre 2020 e 2021 e recusou todas as propostas que recebeu para vender, inclusive de Flávio.
“Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, relatou Richarlison.

Um candidato que atua em benefício do crime organizado
Edinho afirmou que Flávio Bolsonaro precisa explicar esse caso e muitas outras suspeitas que o envolvem. O presidente do PT disse que Flávio mentiu e se esquivou de responder, na sabatina de sexta-feira, 16, na TV Globo, sobre seu apoio a um projeto de lei que retira a obrigatoriedade de identificação de munições destinadas às forças de segurança. A mudança dificulta o rastreamento de cartuchos desviados para o crime organizado.
“Alguém que apoia um projeto de lei para que não se tenha condição de rastrear a comercialização e a utilização de munição é porque está beneficiando o crime organizado”, declarou Edinho.
O presidente do PT disse que Flávio “não tem credibilidade para debater segurança pública”, tendo em vista seu histórico de proximidade e defesa de milicianos e suas votações como deputado estadual e senador para prejudicar o combate ao crime organizado e a punição a policiais criminosos. Citou também o voto contrário de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual no Rio de Janeiro, a um projeto que retirava a posse de arma de policiais agressores de mulheres.
“O que mais queremos é confronto de ideias”
Edinho afirmou que o presidente Lula está “muito tranquilo e animado” para o debate da Band no domingo, 18. Segundo ele, essa será a oportunidade de desmascarar o adversário e forçá-lo a explicar todos os assuntos dos quais foge: “O que nós mais queremos é o confronto de ideias. Nós queremos que o povo brasileiro possa saber o que representa o Flávio Bolsonaro, que mente o tempo todo”.
“O que nós queremos é mostrar ao Brasil que o Flávio Bolsonaro está mentindo para ganhar a eleição e, depois, sentado na cadeira, ele vai fazer aquilo que ele sempre fez: ter relações com o crime organizado, proteger criminosos que compram armas e munições ilegais, proteger agressor de mulher e continuar enriquecendo usando a estrutura de governo, que foi isso que ele fez quando roubou a ilha do Richarlison”, declarou o presidente do PT.
“Eu acho que o Flávio Bolsonaro tem muito o que explicar, e nós queremos no debate de amanhã que ele mostre ao Brasil não as mentiras que ele conta, mas quem efetivamente ele é”, concluiu.
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