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Campanha acusa Alexandre Knoploch (PL) de agredir militantes e usar gás de pimenta; parlamentar participava de agenda eleitoral na Tijuca
O comitê eleitoral do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ), candidato à reeleição, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi alvo de uma confusão na manhã desta segunda-feira (28), a seis dias das eleições. Segundo a campanha, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ) entrou no local, agrediu militantes, utilizou gás de pimenta e exibiu uma arma.
Um vídeo do episódio mostra Knoploch em meio à discussão, levando a mão à cintura e, na sequência, segurando uma arma de fogo, apontada para baixo na calça junto à cintura. O registro não mostra o início da confusão nem permite confirmar, isoladamente, o relato sobre o uso de gás de pimenta.
Ao fundo, ouvem-se manifestantes alegando que Knoploch utilizou gás de pimenta.
Veja o vídeo
Após o episódio, Serafini afirmou nas redes sociais que Knoploch chegou ao comitê de forma ostensiva e tentou fazer com que os militantes parassem de cantar e tocar músicas de campanha.
“Não vão nos intimidar, não vão nos calar”, afirmou Serafini. O parlamentar classificou o episódio como uma tentativa de intimidar e silenciar sua campanha.
Knoploch estava na Tijuca nesta segunda para participar de uma agenda eleitoral ao lado de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio. A programação divulgada previa uma atividade a partir das 10h nos arredores da Praça Saens Peña, com deslocamento até o Shopping Tijuca.
No fim de semana, Knoploch também participou de uma agenda ao lado de Ruas e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, na Barra da Tijuca.
Campanha anuncia medidas na Justiça
A campanha de Serafini informou que vai adotar medidas jurídicas contra Knoploch. Segundo o deputado, um boletim de ocorrência já foi registrado e as imagens, vídeos e demais registros do episódio serão entregues às autoridades.
A equipe também anunciou que apresentará uma notícia-crime à Justiça Eleitoral para apurar eventuais infrações eleitorais e criminais relacionadas ao caso. O objetivo é investigar uma possível tentativa de “constranger, intimidar ou impedir o livre exercício da campanha e da manifestação política”.
Além disso, será solicitada uma medida cautelar para impedir que Knoploch se aproxime dos comitês eleitorais de Serafini e de integrantes da campanha, incluindo trabalhadores, voluntários e militantes.
“A gente já registrou ocorrência, a gente vai dar toda publicidade, a gente vai solicitar que ele fique proibido de se aproximar dos nossos comitês e da nossa campanha”, disse Serafini.
A campanha afirmou ainda que pretende adotar as medidas criminais, eleitorais e cíveis cabíveis contra os responsáveis pelo episódio.
O que diz Alexandre Knoploch
Knoploch apresentou uma versão diferente para o episódio. Segundo ele, durante uma agenda na Tijuca, uma mulher o questionou sobre uma música com palavras de baixo calão que estaria sendo tocada pela equipe de Serafini. O deputado afirma que, após dizer que a execução seria ilegal, seis pessoas saíram do comitê e o ameaçaram.
Knoploch diz que registrou ocorrência e que pretende denunciar o caso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), alegando uso de palavras de baixo calão em logradouro público. Ele também afirmou que episódio semelhante teria ocorrido no domingo (27), em Copacabana, envolvendo cabos eleitorais do PT.
via ICL
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