Dr. Renato de Paula usa formação em neurociência para debater dependência química e situação de rua no Rio

Dr. Renato de Paula usa formação em neurociência para debater dependência química e situação de rua no Rio

Não é todo político que fala de dependência química citando mecanismo cerebral. Dr. Renato de Paula, que além de fisioterapeuta tem doutorado sanduíche em neurociência pelo Imperial College London, publicou nas redes uma reflexão sobre um dos temas mais difíceis da cidade: o que fazer com quem vive nas ruas, preso ao álcool ou às drogas.

"O problema das drogas, do álcool e das pessoas em situação de rua não pode ser tratado com indiferença", escreveu ele, defendendo que essas pessoas sejam vistas como seres humanos que precisam de acolhimento, tratamento e oportunidade de reconstruir suas vidas — não como um problema a ser varrido para debaixo do tapete.

É aí que a formação dele entra na conversa. Como neurocientista, Dr. Renato de Paula explicou que a dependência tem mecanismos biológicos conhecidos: a busca por alívio momentâneo pode virar um ciclo difícil de romper, especialmente quando faltam vínculo familiar, estrutura e rede de apoio. Não é força de vontade — é um problema de saúde que exige tratamento de saúde.

Na publicação, ele defende um Estado presente de verdade: prevenção, tratamento da dependência, saúde mental, assistência social e recuperação para quem já não consegue sair da situação sozinho. "Recuperar o Rio também é recuperar pessoas e devolver dignidade, esperança e perspectiva de futuro", resumiu.

Ele encerrou o texto abrindo a conversa com quem acompanha: "E você: o que acredita que o poder público precisa fazer para enfrentar esse problema?"

Quem quiser participar dessa conversa e acompanhar as próximas publicações pode seguir @renatodepaularj no Instagram.

 

Por MBL - MOVIMENTO BRASIL LIVRE em 09/09/2026
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