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Fábio Silva (Podemos), vereador do Rio preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (19), era dono de provedores de internet ligados ao esquema de monopólio do serviço imposto pelo Comando Vermelho, segundo as investigações da Polícia Federal.
Alvo de um dos mandados de prisão, Fábio Silva foi encontrado em Londrina, no Paraná, pelos agentes. Além dele, outras 19 pessoas foram presas — incluindo a esposa e um dos filhos do traficante Marcinho VP. Os agentes miram uma estrutura ligada à facção criminosa que, por meio do uso de armas e ameaças, impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.
Em 2024, Fábio foi eleito vereador na Câmara do Rio pela primeira vez. Nas redes, ele se apresentava como um “empresário de sucesso” e morador de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio.
R$ 558 milhões de alvos da ação foram bloqueados
De acordo com as investigações da PF, a estrutura é ligada ao Comando Vermelho. Foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão, entre provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada que eram utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas.
As apurações revelaram que traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”.
Os provedores autorizados pela facção pagam mensalmente uma “tarifa” pelo direito de operar no território.
Com informações de O Globo.
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