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Agenda no Rio de Janeiro incluiu o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T e a entrega dos primeiros veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde para o estado

RICARDO STUCKERT/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 23 de maio, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, da inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). A estrutura estratégica é voltada ao desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O importante aqui é o gesto de inauguração de um centro tecnológico que dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer", afirmou o presidente Lula.
A agenda também incluiu o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T da Fiocruz, iniciativa que permitirá ao Brasil avançar na produção nacional de terapias celulares voltadas ao tratamento de cânceres como leucemia, linfoma e mieloma.
“O importante aqui é o gesto de inauguração de um centro tecnológico que dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer. E fazer investimento em pesquisa é uma coisa que nem todo mundo gosta de fazer”, destacou o presidente.
Lula reforçou o compromisso do governo com o fortalecimento da saúde em benefício da sociedade, especialmente dos mais necessitados. “O SUS, como o Mais Especialistas, está dando uma lição neste país. Melhorar a qualidade da saúde precisa de dinheiro. Se não tem dinheiro, a gente vai atrás. A gente vai arrumar e fazer com que o povo mais humilde desse país tenha direito ao mesmo tratamento que tem o governador, o presidente da República. Não é possível que não seja assim”, disse.
TRADIÇÃO — As atividades encerram as celebrações pelos 125 anos da Fundação e reforçam a estratégia do Governo do Brasil de fortalecimento da ciência, da inovação e da soberania tecnológica em saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a Fiocruz é a instituição que mais conhece e mais interage com o Brasil. “A Fiocruz tem estruturas em pelo menos 11 estados. E vai terminar esse governo com 13. Vamos até o Acre e o Amapá. Tem projetos de formação, qualificação profissional, interação com os territórios, em todos os estados brasileiros. A Fiocruz, hoje, não serve só ao Ministério da Saúde mais. Ela apoia, com convênios e com projetos, 11 ministérios”, afirmou, citando estudos da Fundação sobre o Bolsa Família e segurança pública.
Na cerimônia, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, enfatizou o papel da instituição. “Nós somos pesquisa, somos ensino, vigilância, referência. A Fiocruz está envolvida no programa de vacinação, Aqui Tem Especialistas, Mais Médicos, Brasil Saudável, erradicação do câncer e interrupção da transmissão vertical do HIV. Nós estamos lá em cooperação com o Governo Federal”, declarou.
POLO DE INOVAÇÃO PARA O SUS – Criado em 2002 com apoio do Ministério da Saúde, o CDTS atua na conexão entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, acelerando projetos voltados à criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias estratégicas para o SUS.
O coordenador-geral do CDTS/Fiocruz, Carlos Morel, expressou o orgulho de fazer parte da instituição. “Hoje, com a inauguração do CDTS, a gente tem mais orgulho ainda. Mas esse orgulho não é apenas por causa desse prédio moderno, não. É por causa do que ele representa para a ciência, para a saúde e para o Brasil”, disse.
A nova sede do centro possui 15 mil metros quadrados e foi concebida para funcionar como um hub de inovação em saúde, reunindo pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros nacionais e internacionais.
Para a construção do prédio-sede, foram investidos R$ 370 milhões. Já o investimento em equipamentos ficou na casa dos R$ 35 milhões por meio do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS).
A operação das áreas laboratoriais ocorrerá de forma gradual. A previsão é de que, em setembro de 2026, os laboratórios iniciem suas atividades em regime de operação assistida com a construtora. A partir de janeiro de 2027, as áreas laboratoriais passarão a operar progressivamente, acompanhando os processos de validação e qualificação de equipamentos.
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