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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, lançou luz sobre a necessidade imperativa de continuidade do Inquérito 4.781 — o Inquérito das Fake News.
Em um momento em que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona a longevidade da investigação, Mendes recorda ao país que a proteção da transparência republicana e a integridade física das instituições não possuem data de validade enquanto o ataque persistir.
A investigação, relatada por Alexandre de Moraes, não é apenas um processo jurídico; é uma barreira civilizatória contra o neoliberalismo predatório da informação, que transforma a mentira em ativo político para corroer o Estado de Direito por dentro.
A gravidade do cenário é ilustrada pela recente notícia-crime que mira o clã Bolsonaro e seus satélites no Congresso. Nomes como Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Jordy são apontados em uma articulação que o Ministério da Justiça classifica como associação criminosa.
A gritaria da extrema-direita contra o "inquérito perpétuo" nada mais é do que o medo da luz sobre o porão. Quem usa o mandato para fabricar mentiras contra comunidades carentes não merece o abrigo da imunidade parlamentar.
Ao tentarem vincular o governo federal ao crime organizado através de montagens e narrativas falsas sobre a visita ao Complexo da Maré, esses parlamentares não apenas atacam um ministro de Estado, mas praticam um racismo estrutural contra as comunidades periféricas.
A desinformação é usada como arma para criminalizar a pobreza e justificar a violência estatal, evidenciando que o uso privado das prerrogativas parlamentares serve a um projeto de poder autoritário e excludente.
O inquérito das fake news revelou-se o antídoto técnico contra a “uberização” da calúnia. Dados brutos indicam que a maioria dos denunciados pertence ao PL, partido que se tornou a morada ideológica do fascismo tupiniquim.
Manter a investigação aberta é garantir que a Polícia Federal tenha os instrumentos necessários para rastrear o financiamento desses ataques e as redes de vazamento de dados fiscais que tentam intimidar magistrados.
Manter a investigação aberta é garantir que a Polícia Federal tenha os instrumentos necessários para rastrear o financiamento desses ataques e as redes de vazamento de dados fiscais que tentam intimidar magistrados.
A democracia brasileira sobreviveu aos ataques de 8 de janeiro graças à firmeza desta Corte, e a tentativa de encerrar prematuramente os trabalhos seria premiar a impunidade daqueles que operam no submundo das redes sociais.
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