Léo Ferreira expõe a situação do hospital veterinário de Maricá de Washington Quaquá

Léo Ferreira expõe a situação do hospital veterinário de Maricá de Washington Quaquá

O cenário político de Maricá ganhou novos contornos de fiscalização com as movimentações lideradas por Léo Ferreira, que expôs publicamente as inconsistências contratuais na área de bem-estar animal do município.

O foco principal da denúncia recai sobre o polêmico chamamento público de R$ 33,2 milhões, lançado pela gestão do prefeito Washington Quaquá (PT) para a administração do Hospital Veterinário Municipal, da Unidade Externa Complementar e do SamuVet.

O caso ganhou forte repercussão após os apontamentos técnicos serem formalizados e resultarem na suspensão cautelar do edital pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A medida travou a homologação do processo antes que os recursos milionários fossem liberados.

Falta de Transparência e Custos sem Justificativa

A exposição do edital liderada pelas frentes de fiscalização evidenciou falhas estruturais graves no processo de escolha da Organização da Sociedade Civil (OSC) que gerenciará o complexo veterinário. De acordo com o relatório acolhido pelo tribunal, o governo de [Washington Quaquá] cometeu irregularidades explícitas ao descumprir obrigações da nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021):

* Omissão no PNCP: O certame não foi publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas, configurando um grave apagão de transparência.

* Orçamento de Obras sem Lastro: Foram apontados milhões de reais destinados a intervenções prediais e reformas sem qualquer detalhamento técnico ou justificativa de engenharia.

* Risco de Direcionamento: A denúncia apontou distorções e critérios subjetivos no sistema de pontuação para a escolha da entidade parceira, o que limitou a competitividade e levantou suspeitas de favorecimento nos bastidores.

Pressão sobre o Governo e Prazos do TCE

A fiscalização em torno do Hospital Veterinário ocorre em um momento de acentuado desgaste político para a prefeitura, que enfrenta oposição crescente e auditorias rigorosas em contratos de diversas secretarias. Com o edital congelado por determinação jurídica do TCE-RJ, a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal está sob prazo para reformular o texto ou prestar esclarecimentos.

Caso as inconformidades expostas não sejam devidamente sanadas pela gestão de [Washington Quaquá], o certame de R$ 33,2 milhões corre o risco de sofrer anulação definitiva, paralisando os planos de expansão do atendimento de urgência e emergência animal na cidade.

Por Jornal da República em 12/10/2026
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