Lindbergh joga tudo na PF: Gaspar acusado de estupro e pedofilia

Farias não treme: entrega áudios de R$ 400 mil contra relator da CPMI

Lindbergh joga tudo na PF: Gaspar acusado de estupro e pedofilia

Lindbergh Farias mantém acusações graves contra relator da CPMI do INSS e entrega provas à PF

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta terça-feira (31), que não se intimidará com as medidas judiciais anunciadas pelo relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL). Em declaração pública, Farias disse ter protocolado na Polícia Federal (PF) novas provas, incluindo gravações e documentos, que apontam crimes como pedofilia, estupro de vulnerável, trabalho escravo e tentativa de suborno no valor de R$ 400 mil.

Farias classificou Gaspar como "pequeno e canalha" e cobrou que ele apresente material genético à PF para perícia. "Nós não temos medo. Ele vai encarar a verdade", disparou o petista, que entregou o material como "notícia de fato". As acusações surgiram durante a leitura do relatório final da CPMI, na sexta-feira (27), quando Farias e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) interromperam Gaspar com denúncias de vítimas, uma delas menor de idade à época dos fatos.

A PF encaminhou a denúncia à corregedoria para análise de competência e elementos para inquérito. Por enquanto, não há investigação formal instaurada. Gaspar negou as alegações e protocolou representações no STF e Conselho de Ética contra Farias e outros quatro parlamentares, pedindo afastamento e cassação. O embate ocorreu em sessão tensa da CPMI, que indiciou mais de 200 pessoas, incluindo um filho do presidente Lula.

As denúncias remontam a supostos abusos em Alagoas, terra natal de Gaspar. Farias alega ter áudios comprovando extorsão e corrupção. O caso ganhou repercussão após troca de ofensas na CPMI, com Gaspar lendo relatório que critica fraudes previdenciárias. O PT vê na ação da PF chance de esclarecimento, enquanto a oposição acusa o petista de calúnia para desviar foco das investigações.

A briga expõe fissuras na CPMI do INSS, criada para apurar desvios bilionários em aposentadorias. Gaspar, do PL bolsonarista, indiciou figuras ligadas ao governo Lula, o que motivou reações inflamadas. Farias, líder petista, insiste em rigor investigativo, mas sem partidarização. O STF e a PF agora avaliam os próximos passos em meio à pré-temporada eleitoral de 2026.

Fontes: Metrópoles (31/03/2026 e 01/04/2026); Estadão (31/03/2026); Revista Fórum (01/04/2026); Poder360 (01/04/2026); G1 Política (27/03/2026); Câmara dos Deputados (notas taquigráficas CPMI INSS, 27/03/2026); PF (encaminhamento à corregedoria, fontes internas).

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Por Jornal da República em 02/04/2026
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