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O Queijo Neblina, produzido no Sítio Vale do Vento por Lucas Hipólito e sua parceira Isadora, está colocando o Rio de Janeiro no mapa mundial da queijaria artesanal. Em entrevista exclusiva durante o Caminho Agro Rio 2026, Lucas revelou a trajetória meteórica que levou seu queijo até a Suíça, sendo o único do estado fluminense a conquistar medalha no prestigioso World Cheese Awards.
Trajetória de oito anos culmina em reconhecimento mundial
Lucas, que se define como "primeira geração da família a produzir leite e queijo", iniciou a empreitada há oito anos ao lado de Isadora. O casal trabalhador viu o reconhecimento chegar em 2024, quando começou sua "jornada de premiações" no Mundial de São Paulo, na Praça da Baleia.
A sequência de conquistas não parou: São Paulo, Blumenau, Cunha e novamente Blumenau em 2025. Mas o grande feito veio no final de 2025, quando conseguiram enviar seus queijos para a Suíça no World Cheese Awards, trazendo a única medalha do estado do Rio de Janeiro.
Parceria estratégica com o Sebrae.
Lucas não economiza elogios ao Sebrae, que considera "uma mãe". "Eles estão com a gente colado, pegam a gente no colo, levam para as competições, ajudam com transporte, locomoção para todos esses eventos", destaca o produtor.
A parceria foi fundamental para a conquista do Selo Arte, uma das certificações mais importantes para queijeiros artesanais. "Graças ao Sebrae, conseguimos a conquista do selo arte, uma das primeiras queijeiras do estado do Rio a conquistar", celebra Lucas.
Turismo rural de experiência
Além da produção de queijos, o Sítio Vale do Vento desenvolveu um projeto de turismo rural de experiência que começou em meados de 2024. O local conta com um "açudão bonitão" e um espaço gastronômico especial com vista para a caverna de maturação de queijos, toda construída em pedra local.
"Fizemos um espaço como se fosse um restaurantezinho, com mesa e um vidro enorme que dá para nossa caverna de maturação, fica escorrendo uma água. É maneiríssimo, o pessoal adora", descreve Lucas com entusiasmo.
Produção focada na qualidade.
Atualmente, o Sítio Vale do Vento produz entre 60 e 70 quilos mensais do Queijo Neblina. Lucas explica que a estratégia é "pouca dimensão, mas mais qualidade". "Focamos primeiro na qualidade porque, para conseguir expandir, são vários passos que você tem que ir adequando para não mudar a qualidade final do produto", justifica.
Metas ambiciosas para 2026
Com o bronze conquistado na Suíça, Lucas mira mais alto: "2026 promete altíssimas medalhas. Em abril, vamos conquistar muita coisa ainda. Estamos atrás do ouro e do superouro agora". A confiança é baseada no padrão de qualidade já estabelecido: "Ao invés do bronze na Suíça, queremos o ouro na Suíça agora".
Empreitada múltipla e expansão
O casal trabalha em uma "empreitada múltipla" que inclui participação em eventos, recepção de turistas no sítio e distribuição dos queijos por todo o estado do Rio de Janeiro. A conquista do Selo Arte abriu novas portas e possibilidades de expansão, sempre mantendo o foco na excelência do produto.
O Queijo Neblina representa não apenas um produto artesanal de qualidade excepcional, mas também um exemplo de como o empreendedorismo rural pode alcançar reconhecimento internacional, colocando o interior fluminense no cenário mundial da gastronomia.

Por Robson Talber, @robsontalber
Repórter Antonio Lemos @djportugues
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