Morre Oscar Schmidt, o maior da história do basquete brasileiro

Conhecido como Mão Santa, foi o maior pontuador da história do basquete por décadas.

Morre Oscar Schmidt, o maior da história do basquete brasileiro

O sonho de Oscar Schmidt era jogar futebol. mas sua altura não deixou. Então o basquete ganhou um dos maiores jogadores da história.

Oscar morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal.

Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, próximo de onde morava, em Alphaville. A causa da morte não foi divulgada.

O velório e enterro serão restritos à família e amigos.Quem foi Oscar Schmidt?

Conhecido como Mão Santa e eterno camisa 14 da seleção brasileira, Oscar foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no Brasil.

Nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte, e encerrou a carreira em 2003, no Flamengo, após passagens por Sírio, JuveCaserta na Itália, Corinthians e outros clubes.

O maior cestinha da história das Olímpiadas

Em cinco participações olímpicas consecutivas, de Moscou 1980 a Atlanta 1996, marcou 1.093 pontos e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos.

Em Seul 1988, estabeleceu a melhor média de pontos e mais pontos em uma única edição, com 338 no total e 55 em um único jogo.

Ao longo de toda a carreira, acumulou 49.737 pontos. Por décadas, foi o maior pontuador da história do basquete. Em 2024, foi superado por LeBron James.

Recusou duas vezes a NBA

A primeira em 1984, quando foi draftado pelo New Jersey Nets, mas preferiu continuar defendendo a seleção brasileira.

A segunda em 1992, já com quase 35 anos. Mesmo sem ter atuado na liga americana, foi introduzido no Hall da Fama da NBA em 2013.

Também integra o Hall da Fama da FIBA, a federação internacional do basquete.

A batalha contra o câncer

Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro. Passou por cirurgias ao longo de mais de 15 anos

 Em 2022, anunciou que havia interrompido a quimioterapia e, após repercussão, esclareceu que estava curado.

No dia 8 de abril, nove dias antes de morrer, foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil na cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Não esteve presente porque se recuperava de uma cirurgia. Foi representado pelo filho Felipe Schmidt.

Em nota, a família lamentou a morte e destacou a trajetória do ídolo.

"Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte."

Por Jornal da República em 18/04/2026
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