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Em novembro do ano passado, dois transatlânticos de luxo atracaram no Porto de Outeiro, em Belém do Pará.
O MSC Seaview e o Costa Diadema, trazidos da Itália, tinham até 24 andares de altura e se tornaram um dos símbolos mais controversos da COP30.
Foram contratados pelo governo federal como solução emergencial para a escassez de hospedagem: Belém contava com cerca de 20 mil leitos em sua rede hoteleira para receber 50 mil participantes.
Os navios somavam 3.900 cabines e capacidade para até seis mil hóspedes. As diárias variavam entre R$7.900 e R$48.562.
A operação custou R$350,2 milhões, além de R$259 milhões reservados para cobrir eventuais prejuízos caso as cabines não fossem ocupadas.
Agora, uma reportagem do Metrópoles revela que os navios foram contratados via Qualitours, empresa cujo dono é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março por suspeitas de fraude financeira e organização criminosa.
A empresa contratada pertence a possível sócio de Vorcaro
A Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, em Campos do Jordão.
A empresa integra a holding BeFly, criada por Cohen em 2021 com o impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master.
Segundo a Folha de S. Paulo, um relatório de inteligência financeira do Coaf apontou uma transação em espécie de R$6 milhões, em novembro de 2024, entre o Master e a empresa de Cohen.
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