O Renascimento da Dijon: Jehane Saade une Alta-Costura Artesanal e Impacto Social ao Lado de Jovem Talento Autista

O Renascimento da Dijon: Jehane Saade une Alta-Costura Artesanal e Impacto Social ao Lado de Jovem Talento Autista

A icônica grife Dijon, marca que revolucionou a moda brasileira e carrega o legado de uma tradicional família libanesa, vive um novo e exclusivo capítulo sob a liderança de Jehane Saade. Longe do mercado de massa, a diretora criativa aposta em coleções artesanais e ultra-limitadas. As novas peças trazem uma fusão de inovação e sustentabilidade, destacando-se uma coleção autoral feita em couro tecnológico com preservação de temperatura e em jeans premium.
Por trás do desenvolvimento técnico desses desenhos está o modelista e designer Allan Mazze. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e portador de fobia social (aspersor), Allan encontrou no ateliê de Jehane o ambiente ideal para florescer seu potencial artístico.

"A Jehane Saade sempre soube que eu não conseguia me adaptar ao ambiente de grandes empresas. Ela insistia para que eu aceitasse uma oportunidade ao seu lado e, finalmente, eu vim. Hoje, desenvolvemos tudo de modo superartesanal, com muito amor e carinho. São coleções especiais e superlimitadas que ela vende diretamente para amigas e para a alta sociedade, além de porta-vinhos exclusivos para residências sofisticadas com a grife Dijon", revela Allan.

 Parceria com a Vicunha e Origem na Pandemia
O projeto, que começou como uma rede de apoio durante a crise sanitária, ganhou corpo graças a parcerias de peso. A matéria-prima que dá vida aos cobiçados porta-vinhos da marca, por exemplo, foi viabilizada pela Vicunha, a maior fabricante de denim do país.
Jehane Saade relembra a importância desse apoio e o viés solidário que impulsionou a nova fase da Dijon:

"As peças não estão disponíveis para o grande público. O porta-vinhos, por exemplo, foi desenvolvido com o jeans da Vicunha. Como a nossa família já era cliente histórica deles no passado, a empresa fez a doação dos tecidos para iniciarmos esse trabalho durante a pandemia. Naquela época, nós confeccionamos e doamos acessórios, como máscaras de design em jeans, para pessoas necessitadas. O projeto foi crescendo de forma orgânica. Somos imensamente gratos à Vicunha, especialmente ao diretor de marketing, Gonçalves, que nos deu o suporte necessário para começar."

Atualmente, a Dijon se reposiciona não apenas como um símbolo de status e nostalgia da moda nacional, mas como um selo de exclusividade, e sustentabilidade pelo IPCEAT,  alem da responsabilidade social e inclusão neurodiversa.

Por Jornal da República em 16/09/2026
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