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Flávio Bolsonaro articula retorno de Paulo Guedes para blindar candidatura presidencial
A estratégia eleitoral do Partido Liberal (PL) para 2026 ganha contornos polêmicos com a articulação de Flávio Bolsonaro para trazer de volta Paulo Guedes como principal referência econômica. A movimentação, orquestrada pelo presidente da legenda Valdemar Costa Neto, busca atrair o mercado financeiro, mas reacende memórias dolorosas do período em que milhões de brasileiros enfrentaram a fome e a humilhante "fila do osso".
Durante participação na CEO Conference 2026 do BTG Pactual, o senador reafirmou compromissos com cortes tributários e reformas estruturais, sinalizando continuidade da agenda neoliberal que marcou o governo anterior. A estratégia ignora as consequências sociais devastadoras da gestão Guedes, quando o Brasil retornou ao Mapa da Fome e famílias foram obrigadas a buscar sobras em açougues.
Pragmatismo político versus memória social
A tentativa de reabilitar Guedes como antítese ao ministro Fernando Haddad revela o pragmatismo do PL em priorizar o apoio do mercado financeiro sobre as demandas sociais. Valdemar Costa Neto pressiona Flávio a adotar o ex-ministro como "bússola programática", apostando que o tempo amenizou as críticas ao modelo econômico responsável pela precarização da segurança alimentar.
O senador, embora cauteloso em confirmar nomes para eventual gabinete, utiliza a figura de Guedes para sinalizar compromisso com desregulamentação radical e estado mínimo. As propostas de redução burocrática e revisão tributária escondem a ausência de planos concretos para combater desigualdades estruturais que se aprofundaram durante a gestão anterior.
Herança econômica controversa
A gestão de Paulo Guedes entre 2019 e 2022 ficou marcada por políticas que concentraram renda e desmontaram mecanismos de proteção social. A inflação descontrolada de alimentos, combinada com o desmonte de estoques reguladores, transformou proteína básica em artigo de luxo, forçando milhões a buscar alternativas degradantes de alimentação.
O retorno do economista como referência programática indica que o PL não pretende revisar erros que levaram o país de volta ao Mapa da Fome. Pelo contrário, a legenda sinaliza aprofundamento do modelo de proteção ao capital em detrimento de serviços públicos essenciais, ignorando as cicatrizes sociais deixadas pela gestão anterior.
Estratégia regional e articulação conservadora
A orientação de Jair Bolsonaro sobre estratégias regionais em estados como Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais servirá para amarrar o projeto econômico a palanques conservadores. A família Bolsonaro busca normalizar a gestão que tornou o osso item de primeira necessidade, apostando no esquecimento popular e na sedução do mercado financeiro.
O desafio de Flávio será convencer eleitores que sentiram na pele carestia e desemprego de que a receita geradora de fome em 2021 será solução para prosperidade em 2026. A estratégia revela tensão entre necessidade de apoio financeiro e memória coletiva das consequências sociais devastadoras.
Reação do mercado versus impacto social
O convite de Valdemar a Guedes representa movimento pragmático para acalmar investidores temerosos da instabilidade política do clã. No entanto, para eleitorado que vivenciou diretamente os efeitos da política econômica anterior, o retorno do mentor da "fila do osso" funciona como alerta sobre possível repetição de erros.
A tentativa de vender Guedes como garantia de estabilidade econômica ignora o abismo entre discurso macroeconômico e realidade das famílias brasileiras. Enquanto Fernando Haddad busca equilíbrio fiscal com inclusão social, o projeto reciclado por Flávio foca na proteção de capitais e redução de investimentos em políticas públicas essenciais.
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